Internacional

Combates na Síria matam 32 e sauditas veem plano de paz em crise

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Amã - Combates na Síria mataram pelo menos 32 pessoas ontem, disseram ativistas, enquanto a Arábia Saudita avaliou que a persistência da violência está retalhando a credibilidade de um plano de paz internacional para o país.

 

Longe dos campos de batalha, a busca por uma alternativa viável ao regime do presidente Bashar al-Assad sofreu um baque com o anúncio de que uma frente oposicionista no exílio irá boicotar reuniões promovidas por países árabes com o objetivo de unificar o fracionado movimento antigoverno.

 

A violência agora parece focada em Rastan, onde, segundo fontes da oposição, rebeldes mataram 23 membros das forças de segurança de Assad, depois de bombardeios das forças legalistas que teriam matado nove pessoas no centro da cidade.

 

Rastan, 180 quilômetros ao norte de Damasco, é um reduto da oposição que já escapou em várias ocasiões das mãos do governo nestes 14 meses de rebelião contra Assad.

 

“Granadas e foguetes estão atingindo a cidade desde 3h (21h em Brasília), ao ritmo de um por minuto. Rastan está destruída”, disse à Reuters por telefone satelital um membro do Exército Sírio Livre (ESL, rebelde). Ele disse que entre os mortos está o comandante rebelde Ahmad Ayoub.

 

Já o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, disse que os rebeldes destruíram três blindados de transporte do governo e apreenderam outros dois, além de capturarem cerca de 15 soldados.

 

A agência estatal de notícias disse que “terroristas” assassinaram um oficial militar em Damasco e um agente de inteligência em Deraa.

 

Restrições impostas pelo governo sírio à imprensa impedem a confirmação de relatos vindos do país.

 

Na frente diplomática, o chanceler saudita, Saud al-Faisal, que anteriormente propôs dar armas aos rebeldes, disse ontem que o plano de paz do enviado internacional Kofi Annan faz cada vez menos sentido, já que a violência perdura desde a implantação de uma trégua em 12 de abril.

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