Washington - A campanha de reeleição do presidente norte-americano, Barack Obama, atacou o passado de Mitt Romney como executivo de private equity ontem, com um vídeo que procura minar o argumento central do republicano sobre por que ele está qualificado para a Casa Branca.
O histórico de Romney como um executivo da Bain Capital, uma empresa que comprou e reestruturou companhias algumas vezes resultando em perdas de empregos, foi um tema muito debatido durante a batalha de Romney nas primárias republicanas contra Newt Gingrich, Rick Santorum e uma série de outras alternativas conservadoras.
Os rivais de Romney montaram seu ataque após a Reuters ter publicado uma reportagem especial em janeiro examinando uma usina siderúrgica de Kansas City, Missouri, que foi à falência sob responsabilidade da Bain.
Agora, a campanha de Obama está contando a história da usina da GS Technologies para argumentar que a marca do capitalismo que Romney praticou na Bain beneficiou investidores ricos à custa dos trabalhadores. A campanha do democrata divulgou um vídeo de seis minutos que contou o desaparecimento da empresa, que foi comprada pela Bain em 1993.
Menos de uma década depois, a empresa foi fechada, e 750 pessoas perderam seus empregos. A Bain lucrou com o negócio, recebendo 12 milhões de dólares em seu investimento inicial de 8 milhões de dólares e pelo menos 4,5 milhões de dólares em honorários de consultoria, de acordo com a reportagem especial da Reuters.
O vídeo de Obama foi destaque em um site que criou, o RomneyEconomics.com. “Em uma carreira de compra e venda de empresas, o padrão de Romney era a obtenção de lucros rápidos para si e para seus investidores à custa dos trabalhadores e comunidades”, afirmou a campanha de Obama em um comunicado divulgando o vídeo. “Às vezes, isso significava o envio de empregos norte-americanos para o exterior. Outras vezes, isso significava cortar salários e benefícios.”