São Paulo - O nível de emprego na indústria de transformação paulista registrou queda de 1,14% em abril, na comparação com março, descontando os efeitos sazonais. A taxa é o pior resultado para o mês de abril desde o início da série histórica, em 2006.
Os dados foram divulgados ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Do total de vagas criadas no mês, 13.952 correspondem ao setor de açúcar e álcool, o equivalente a um ganho de 0,55%. Já a indústria de transformação foi responsável pela criação de apenas 48 postos de trabalho no mês passado, com variação estável.
Até abril de 2012, a indústria gerou 18 mil postos de trabalho, com uma variação positiva de 0,69% para o período -a menor da série histórica desde 2006 com exceção de 2009, o ano da crise, quando a variação ficou negativa em 1,30% para o mesmo período.
Recentemente, o governo lançou o Plano Brasil Maior, pacote de estímulo à indústria com desonerações da folha de pagamentos de diversos setores e crédito ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da ordem de R$ 45 bilhões. O objetivo é ajudar a elevar o nível da atividade brasileira.
Nacional
Na última sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, que apontou recuo de 0,4% em março na relação com fevereiro, após ter registrado -0,3% em janeiro e 0,1% em fevereiro. Com o resultado, a média apurada no trimestre também foi de queda, de -0,2%.
Segundo o instituto, o salário real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, também recuou 0,7% em março, ante fevereiro, após registrar expansão por dois meses consecutivos, período em que acumulou ganho de 6,4%.