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Mãe de adolescente quebra silêncio sobre caso de fotos íntimas de atriz

Por Vitor Oshiro | Com informações de Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Apontado pela polícia como responsável por tentativa de extorsão contra a atriz global Carolina Dieckmann no caso das fotos íntimas divulgadas pela Internet, o adolescente de Bauru é um “menino tranquilo”, que “nunca deu trabalho” e que “continua frequentando as aulas normalmente”. A descrição é da mãe do rapaz, uma moradora da cidade, de 44 anos, que sai em defesa do filho de 17 anos por conta do histórico “sem confusões” do jovem. A mulher falou ao JC e manifestou estar “contrariada” com o interesse pelo caso.

O receio da mulher é de invasão de privacidade. O JC preserva o nome do bairro onde mora a família em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O padrasto do rapaz é um advogado que também está agindo com cautela para evitar a exposição do jovem.

Conforme divulgou o JC, o adolescente bauruense apontado como um dos pivôs do caso das fotos íntimas da atriz foi “denunciado” à polícia pelo seu próprio “protocolo de Internet” (registro do usuário). Esse “endereço” facilitou o rastreamento até sua máquina na casa da família, num bairro de classe média de Bauru.

Outros fatores mais subjetivos fortalecem as suspeitas sobre o rapaz, especialmente em relação ao pedido de extorsão, que teria sido de R$ 10 mil contra a atriz. É que o valor pedido na extorsão, de R$ 10 mil, é considerado pequeno pela polícia e, nas gravações, a voz era de um adolescente.

Ele deve ser ouvido nas próximas horas por carta precatória. A informação foi confirmada ao Jornal da Cidade pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio de Janeiro (RJ).

Na sexta-feira, quando a polícia carioca esteve na região, chegou a ir até a casa do adolescente. “Eles foram até lá, porém, a casa estava vazia. Por isso, foi deixada uma espécie de intimação com um vizinho para que ele se apresentasse na Delegacia Seccional de Bauru na manhã seguinte”, conta o delegado de Macatuba, Marcelo Bertoli Gimenes, que acompanhou as ações.

Como o jovem não se apresentou, os policiais foram novamente até a sua casa no sábado. “Lá, fomos recebidos pelo seu padrasto, que é advogado. Ele disse que o garoto não iria prestar qualquer declaração antes que tivessem acesso aos autos do processo”, relata Gimenes.

O inspetor de polícia da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio, Rodrigo Valle, confirmou que as suspeitas sobre o jovem bauruense são grandes. Ele explicou que a Polícia Civil carioca aguarda algumas “medidas cautelares” para convocar os envolvidos. “Estas medidas se baseiam em algumas quebras de sigilo”, explica Valle.

O inspetor revela que o adolescente deve ser ouvido por meio de carta precatória, ou seja, o depoimento dele deve ser colhido em Bauru por uma autoridade policial da cidade. “Há prazos para isso, porém, estamos aguardando estas medidas cautelares primeiro”, completa.

O delegado seccional de Bauru, Marcos Mourão, reafirmou que o caso é da polícia carioca e que só irá agir quando solicitado. “Nós não temos o que fazer aqui. Não é nossa competência pedir, por exemplo, um mandado de busca. O inquérito é todo do Rio de Janeiro. Caso eles solicitem, iremos dar todo apoio por aqui”, completa.

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