Internacional

FMI suspende conversas com a Grécia

Folhapress
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Atenas - O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou ontem a suspensão de seus contatos oficiais com a Grécia até que sejam realizadas as novas eleições em 17 de junho, apesar da formação de um governo interino em Atenas.

 

“Tomamos nota de que foram convocadas novas eleições e esperamos estar em contato com o novo governo uma vez que ela tenha sido formado”, disse aos jornalistas o porta-voz David Hawley, após a formação de um governo interino de tecnocratas em Atenas. A Grécia vive uma grave crise política desde que uma eleição inconclusiva deixou o Parlamento dividido entre os que defendem e os que são contra o pacote de 130 bilhões de Euros de ajuda da UE e do FMI.

 

 

 

Governo provisório

 

O novo primeiro-ministro grego, Panayotis Pikramenos, designou ontem um governo de 16 ministros, a maioria deles funcionários públicos e universitários, que terão como missão preparar as eleições legislativas de 17 de junho.

 

Entre os novos ministros estão professores universitários, um general da reserva e diplomatas.

 

A pasta das Finanças será ocupada por George Zanias, um dos principais negociadores da operação de troca da dívida da Grécia no início do ano. Petros Molyviatis, um diplomata de 83 anos, será o ministro das Relações Exteriores.

 

 

 

Próximas eleições

 

Em próximo 17 de junho, os gregos voltarão às urnas para eleger um novo Parlamento, depois que os principais partidos não conseguiram chegar a um acordo para formar um governo após as legislativas de 6 de maio.

 

A Grécia, abalada por uma forte recessão, manifestou na votação de 6 de maio a rejeição às medidas de austeridade instauradas em troca de um plano de ajuda internacional.

 

A permanência do país na zona do euro provoca dúvidas e cria instabilidade nos mercados. O partido de esquerda radical Syriza, contrário às medidas de austeridade, é apontado como o grande favorito das legislativas.

 

O líder radical de esquerda grego Alexis Tsipras previu ontem que seu partido vai vencer com folga a eleição do próximo mês e se recusou a não exigir o fim das políticas “bárbaras” de austeridade que, segundo ele, estavam levando a nação à falência. “Nós nunca iremos participar de um governo para resgatar o pacote de socorro financeiro”, disse.

 

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