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Caged: criação líquida de vagas formais em abril soma 216.974

Folhapress
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Brasília - O mercado de trabalho formal brasileiro deu sinais de aquecimento em abril, apesar de ter gerado menos empregos com carteira assinada em relação a igual período do ano passado.

 

No mês passado, a economia brasileira criou 216.974 vagas de trabalho com carteira assinada. Um ano antes, haviam sido abertos 272.225 novos empregos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

 

O resultado de abril ficou acima da criação de 111.746 postos de trabalho em março, mostrando aceleração na oferta de vagas com carteira assinada.

 

 

No acumulado do ano, as admissões líquidas chegam a 702.059 vagas, com ajustes feitos pelo ministério. Em igual período do ano passado, haviam sido gerados 947 mil postos, resultado também considerando os ajustes no Caged. Apesar de a queda na oferta de vagas na comparação do primeiro quadrimestre deste ano com igual período de 2011, o mercado de trabalho exibe sinais de aquecimento.

 

 

 

Retomada

 

Os dados do Caged mostram que abril foi o primeiro mês em 2012 em que todos os oito setores pesquisados registraram mais admissões do que demissões. O setor serviços se manteve na liderança em abril com a contratação de 82.875 empregados. O segundo lugar ficou com a construção civil, com a admissão de 40.606 trabalhadores. O comércio se posiciona no terceiro lugar com 33.704 contratações, seguido pelo setor industrial, com 30.318 admissões.

 

O economista da Opus Consultoria e professor da PUC-Rio, José Márcio Camargo, observa que mesmo com a menor oferta de vagas em comparação com 2011, o mercado de trabalho continua aquecido e positivamente influenciado por oportunidades no setor serviços, nos comércios atacadista e varejistas e na construção civil.

 

O desempenho mais fraco é o do setor industrial, que, ainda assim, mostrou resultado positivo em abril, após as demissões ocorridas em março. nas indústrias alimentícias, de papel e de material de transporte. “O problema na indústria não é de falta de demanda interna, é de competitividade”, comentou o economista.

 

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