A Prefeitura de Bauru autorizou o início do funcionamento do supermercado Atacadão, do grupo Carr efour, sem a entrega de obras de contrapartida por parte da empresa, exigidas pelo Grupo de Análise de Empreendimentos (GAE), da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan). As intervenções apontadas como necessárias são relativas a intervenções no sistema viário e de drenagem de águas de chuva.
O atacado fica no terreno da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em frente ao Núcleo Habitacional Presidente Geisel, e foi inaugurado no último dia 3 de maio.
No entanto, a legislação prevê que as contrapartidas apontadas pelo poder público devem ser entregues antes da liberação para funcionamento do empreendimento.
O secretário Rodrigo Said afirma que isso não aconteceu por conta de atrasos na entrega dos projetos das obras pela empresa à Prefeitura. “Elas não estavam no orçamento da construção do empreendimento e vão sair por conta das exigências e da postura firme do GAE e da Seplan”, tentou explicar.
No entanto, o poder público não fez mais do que as obrigação nesse sentido, mas aceitou a assinatura de um termo de compromisso no início deste mês, às vésperas da inauguração do Atacadão. “Isso aconteceu por entendemos que não haveria prejuízos ao poder público caso essas obras fossem realizadas mais para frente”, disse Said.
Apesar do discurso, o próprio secretário reconhece os problemas ocasionados pelo grande fluxo de veículos no local, mesmo antes da inauguração do empreendimento, que apenas acentuou o que já existia.
Acontece que uma das obras exigidas pelo GAE aos empresários era justamente a intervenção na rotatória em frente ao Ceagesp. De formato circular, os empreendedores vão fazer obras para torná-la oval, permitindo, assim, a passagem de um maior número de veículos de uma só vez.
O que deveria ter sido feito antes da inauguração do mercado, porém, deverá ser concluído apenas no prazo de 90 dias, que começou a ser contado no começo de maio, com a assinatura do termo de compromisso.
Além disso, as obras no sistema viário, de responsabilidade da empresa, incluem ainda a instalação de semáforos no acesso da avenida ao bairro e sinalizações de trânsito.
O secretário acredita que a mobilização para o início das obras comece já nos próximos dias, mas deve contar com a participação direta de setores do poder público. “É algo muito complexo, que vai precisar do apoio da Secretaria de Obras e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), pois o tráfego na Nações Unidas deverá ser desviado”, pontuou.
Drenagem
Outra frente de obras que foi assumida pelo grupo empresarial responsável pelo mercado é de drenagem. Isso porque, com o asfaltamento da área onde o estabelecimento foi construído, a região perdeu na absorção de águas de chuva. “Como temos problemas com as enxurradas em diversos pontos da avenida Nações Unidas, exigimos essa intervenção, que deverá ser feito dentro e fora da área do empreendimento”, explicou.
A previsão é de que essas obras sejam concluídas no prazo de 45 dias, pois já tiveram uma parte executada, segundo Said.