Sobre matéria veiculada na edição de ontem, em que o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, diz que "por conta da política, o intermédio do CCZ só pode ser feito seguindo a recomendação técnica do Estado, que hoje se resume em sacrificar os cães infectados", eu discordo e acredito que haja algumas lacunas, pois há cerca de um mês levamos até o CCZ um cão da família, que estava conosco há quase 15 anos e que contraiu a doença e a mesma foi diagnosticada e confirmada através de exames clínicos feitos por médico veterinário particular, e ao chegar no local nenhum funcionário nos perguntou o que ela tinha e nem ao menos pediram o exame comprovando que ela estava mesmo com a doença.
simplesmente perguntaram se era para sacrificar, a pegaram e a levaram para o interior do prédio, onde ocorrem essas sessões desumanas e incorretas, na minha opinião. Lembrando que, no nosso caso, o diagnóstico foi confirmado pelo exame particular, e tínhamos a certeza que de nosso querido cão estava mesmo doente e também porque o veterinário que nos atendeu nos informou que a clínica dele não fazia esse tipo de trabalho, transportar o animal até o CCZ. Mas, enfim, tivemos a certeza antes de tomar a decisão, coisa que nem sequer passou perto dos funcionários do CCZ e nem ao menos fomos indagados no local sobre o porquê de estarmos ali e nem nos pediram algo ou o exame que comprovasse o estado de nosso cão. Apenas a levaram e fizeram o "procedimento técnico" do Estado, que é matar. Daí me pergunto: e aquelas pessoas que simplesmente desgostam da noite pro dia de seus cães e simplesmente querem dar um "fim" no bichinho? É só levar lá e os funcionários do local resolvem?! Fica aí a indignação da minha parte.
Daniel José da Cunha