O comunicador é um elo entre o que quer enunciar e o(s) seu(s) público(s). A priori, este deve ter um conhecimento prévio do público em questão, e a ideologia deve estar dentro do contexto destes. A elaboração e a materialização do discurso faz-se necessário uma análise, ligado ao sujeito, enunciado e enunciação. Leva-se em consideração a cena, o ethos nesta construção. A partir desse, considera-se a ideia de Possentine, que o discurso não é uma camada, e sim, vários passos para a sua construção. O formato da comunicação seja verbal ou não, sendo a primeira, uma das mais utilizadas, torna-se um campo minado. O público avalia de certa forma, certas situações, mas esquecendo da mensagem que a comunicação quer passar.
Nessa avaliação, o ethos se torna um dos pontos principais avaliado pelo público, pode ou não interagir com os enunciadores. No entanto, o profissional de comunicação deve possuir um olhar clínico ao criar o enunciado para seu público. Analisar o discurso por sua vez, é entender e compreender todo o conteúdo ao analisar a enunciação. A partir desse ponto, poderá interpretar as ações do seu público, concluindo se o objetivo do enunciado foi cumprido. E que, quais itens precisam ser melhorados para a comunicação estar diretamente ligada ao público.
José Anderson Santos Cruz