Tribuna do Leitor

Agradecimento ao transporte público!


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É sabido que o cidadão possui como um de seus compromissos pagar junto ao Estado impostos e tantas outras coisas que depois deveriam ser devolvidas como benefícios. Só para sinalizar, e um economista há de saber e explicar melhor que eu, que o Brasil é um dos países com maior carga tributária do planeta, estes impostos que te falei, para informar o leitor desavisado.

Pois bem! Então pensemos agora no transporte público de Bauru, o meu agradecimento é porque gosto de escrever, então ontem e vários outros dias utilizando o transporte público, tive uma experiência que me levou a escrever esta nota. Faço um convite a você cidadão bauruense à utilizar o transporte público nos horários de 7h à 8h30 da manhã, a dica é você pegar ônibus como Vila São Paulo, Pousada da Esperança, Interbairros e alguns que passem perto do Distrito Industrial (Otávio Rasi). Esta dica dou dos ônibus que conheço, mas você que está lendo esta nota também usuário de um dos benefícios repassados para nós que é o transporte público, também pode nos dar um dica. Quando você se utilizar destes ônibus nestes horários que falei e também por volta de 17h30 e 18h, entenderá com certeza o que aqui coloco, pois verá o descaso e ausência de dignidade à uma população que sustenta em sua maioria a economia do município sendo tratada como animais, um se esfregando no outro, segurando onde dá e lutando para pagar o valor "simbólico" de R$ 2,40 ou R$ 2,60 dentro de um ônibus lotado, enquanto o motorista que não tem nada a ver com este problema, além de dirigir, na maioria das vezes também vira cobrador e o "rei da paciência" para amenizar a confusão.

Agora, se você é idoso, criança, gestante ligue para o "Samu" te fazer uma escolta até o destino final caso esteja no ônibus. Então estes são meus agradecimentos, por ter algo a mais para escrever além de futebol, por isso agradeço aos órgãos competentes pela dignidade aos usuários do transporte público de Bauru, em sua maioria homens e mulheres que trabalharão 40 horas semanais, sem contar com a tarefa de serem levados como bovinos em caminhões rumo ao abate.

Gabriel Justino, psicólogo e usuário do transporte público em Bauru

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