Reuters/Ueslei Marcelino |
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Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não respondeu aos questionamentos feitos pelos parlamentares da CPMI |
A CPI que investiga as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados decidiu nesta terça-feira encerrar o depoimento do empresário, após uma série de negativas dele em responder às perguntas dos parlamentares.
Uma nova sessão para ouvi-lo deve ser agendada para junho.
Os parlamentares argumentaram que a sessão, que durou mais de duas horas, estava servindo apenas de treinamento para Cachoeira e auxiliando a defesa do empresário a colecionar questionamentos da CPI.
"Estamos fazendo um papel ridículo para um cidadão que está nos tratando como idiotas. Está aqui como uma múmia", reclamou irritada a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) durante a sessão.
A nova sessão só deve acontecer em junho, após a audiência da Justiça de Goiás que vai colher depoimento de Cachoeira entre os dias 31 de maio e 1º de junho no processo que corre em segredo de justiça e tem como base as operações Monte Carlo e Vegas, realizadas pela Polícia Federal.
A CPI
O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, compareceu nesta terça-feira (22) à CPI que investiga as ligações que manteve com políticos e empresários, e logo no início de seu depoimento anunciou que não falará nada à comissão.
"Estou aqui como manda a lei para responder o que for necessário, e constitucional mente eu fui advertido pelos advogados para não dizer nada", afirmo.
"Eu não falarei nada aqui, somente depois da audiência que nós vamos ter no juiz que, se por ventura achar que eu deva contribuir, pode me chamar que eu virei para falar, OK?", acrescentou.
Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar uma rede de jogos ilegais, motivou a CPI mista instalada no mês passado e seu depoimento estava sendo aguardado desde a semana passada.
O empresário deveria ter ido à CPI no dia 15, mas seu depoimento foi suspenso após decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da defesa que argumentou não ter tido acesso ao material sobre Cachoeira.
O empresário anunciou que não falaria atendendo a orientações de seus advogados.
