Brasília - O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos afirmou hoje não ver pressa para o julgamento do mensalão.
Thomaz Bastos advoga no caso para José Roberto Salgado, diretor do Banco Rural. “Eu não vejo pressa. Por que vamos fazer correndo esse julgamento, quando tem tantos outros que não se fazem?”, afirmou o advogado.
“É um argumento importante. Não estamos querendo demorar nem atrasar o julgamento. Só estamos querendo viabilizar o direito de defesa.”
O ex-ministro, que também é advogado de Carlinhos Cachoeira, disse que o julgamento deve ser feito “dentro de um ritmo de normalidade”, contrário à ideia de fazer sessões todos os dias da semana.
“Acho que duas sessões por semana seria ótimo. Outra coisa que não pode é colocar os advogados falando de enfiada. Colocar cinco advogados falando um atrás do outro, ninguém aguenta”, afirmou.
“Acho que tem que julgar, mas julgar dentro do normal. Tem o outro mensalão, assim chamado, do PSDB mineiro. Está indo mais devagar”, argumentou Bastos, em referência à ação penal em que o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é réu.