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Mantega diz que Brasil está preparado para piora da crise

Folhapress
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Brasília - Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem que o país “está preparado para o eventual agravamento da crise europeia. “Estamos ainda mais preparados que em 2008, quando tivemos sucesso no enfrentamento da crise”, afirmou. 

Mantega destacou, por exemplo, a existência de reservas internacionais de cerca de US$ 370 bilhões, e disse que a redução da relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB (Produto Interno Bruto) deve chegar a 35% neste ano.

 

Ainda segundo o ministro, o país vive uma situação fiscal mais sólida. “E já aprendemos com o que fizemos no passado”, afirmou o ministro citando como exemplo a redução do depósito compulsório após a crise de 2008 para aumentar a liquidez da economia. Esses depósitos são recursos que os bancos são obrigados a recolher junto ao Banco Central.

 

Sobre a situação da economia europeia, Mantega avaliou que a estratégia de austeridade fiscal não está dando certo por não ter sido acompanhada de medidas de estímulo à economia.

 

“A estratégia de austeridade fiscal adotada nos países europeus, que não foi acompanhada por medidas de estímulo econômico. Não está dando certo. Aliás, está derrubando aquelas economias e levando-as à recessão. E os que mais sofrem são os países da periferia europeia, mais fragilizados”, afirmou.

 

 

 

Inadimplência

 

Mantega disse que o governo estuda medidas para reduzir a inadimplência no pagamento de empréstimos no país. O ministro afirmou que as medidas de estímulo ao crédito anunciadas anteontem ajudarão a reduzir a inadimplência, mas que é possível fazer mais.

 

“Temos como reduzir essa inadimplência com uma nova liberação de crédito. Temos mecanismos para reestruturar essa inadimplência e nós estamos pensando em novas medidas que permitam isso”, afirmou, sem detalhar as novas ações.

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