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Envolvidos em morte de juíza têm prisão decretada por morte de garoto

Folhapress
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Rio -  O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio decretou ontem a prisão preventiva de sete policiais militares pelo assassinato do adolescente Anderson Matheus da Silva, de 14 anos. Os sete acusados e mais quatro PMs, incluindo o então comandante do 7.º Batalhão (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, já haviam sido denunciados também pela morte da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto de 2011.

 

De acordo com as investigações, Anderson Matheus foi morto a tiros no dia 29 de julho de 2011, também em São Gonçalo.

 

A denúncia, oferecida ao TJ pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público), ressalta que o homicídio de Anderson foi cometido para assegurar a impunidade dos PMs. De acordo com a Promotoria, antes do assassinato de Anderson, os policiais eram investigados por matar Diego da Conceição Beliene, 18 anos, no dia 3 de junho de 2011. A morte de Anderson teria sido para intimidar uma testemunha do crime, que conhecia o adolescente, além de outras eventuais testemunhas da comunidade do Salgueiro.

 

Os sete PMs também foram denunciados por fraude processual. Segundo o Gaeco, eles desfizeram o local do crime ao determinar a remoção da vítima já morta, antes da realização da perícia.

 

Para simular um confronto armado com Anderson, os PMs apresentaram na delegacia uma pistola calibre 380, diversas munições e 81 porções de maconha, alegando que eram de propriedade do adolescente, segundo a acusação.

 

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