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Polícia de Lençóis pede prisão de 14 envolvidos por tráfico de droga

Da Redação
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Lençóis Paulista – O delegado de Lençóis Paulista, Luiz Cláudio Massa, concluiu nesta semana o inquérito que apurou o envolvimento de pelo menos 22 pessoas com o tráfico de drogas no município e pediu à Justiça para que mantenha 14 pessoas presas. Entre os envolvidos há filhos de empresários.

 

Em megaoperação de combate ao tráfico de drogas realizada em março deste ano resultou na prisão de 20 pessoas, quatro delas em flagrante, e na apreensão de 2,5 quilos de maconha, 600 gramas de cocaína e grande quantia em dinheiro. 

 

Pelo menos 110 testemunhas foram ouvidas no inquérito, grande parte usuários de drogas. Massa pediu à Justiça para decretar a prisão preventiva de 14 acusados de tráficos, já presos por decreto de prisão temporária, mas cujo prazo vence amanhã. O inquérito foi enviado anteontem ao Fórum e até sexta-feira a Justiça deve se manifestar, segundo o delegado. “As provas estão bastante robustas, temos a convicção de que o Ministério Público vai ter campo para buscar a condenação (dos acusados)”, declara.

 

Na ocasião uma equipe de policiais percorreu 13 bairros diferentes, entre eles o Núcleo Habitacional Luiz Zillo, jardim Maria Luiza, vila São João, jardim Cruzeiro, Cecap e Centro para prender os envolvidos. No grupo havia oito traficantes de áreas diferentes de atuação da cidade sem ligação entre si.  Além de drogas, foram apreendidos seis veículos, entre eles quatro motos, aparelhos celulares, uma munição calibre 40 e uma espingarda. Do total de detidos na operação, três já estavam presos, entre eles o professor Moacir José de Moura Junior, e A.S., conhecido por “Japonês”, que ‘gerenciava’ franquias do tráfico em bares.

 

“Vários foram indiciados por associação ao tráfico e alguns por falso testemunho por tentar proteger os traficantes. A grande maioria  relatou a verdade que comprava droga dessas pessoas”, conta o delegado. Também houve apreensão de adolescentes que responderão por ato infracional.

 

Há quatro envolvidos que respondem o inquérito em liberdade e poderão ser presos se a Justiça concordar com o pedido de prisão preventiva solicitado pelo delegado. Entre os presos, o JC apurou que estão um estudante de engenharia de uma faculdade de Bauru, uma funcionária de uma escola particular que oferece cursos profissionalizantes e filhos de empresários do município. Com as prisões, a Polícia Civil acredita que o comércio ilegal de drogas na cidade deixou de movimentar, por mês, em torno de R$ 300 mil.

 

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