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Vôlei: Campeões olímpicos mostram talento em Bauru

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Os torcedores bauruenses puderam acompanhar, ontem à noite, um pouco do talento da geração de ouro do voleibol brasileiro. Os campeões olímpicos Marcelo Negrão, Maurício, Paulão e Carlão participaram de um jogo exibição, no Complexo Esportivo do Campus USP de Bauru, em evento que faz parte das comemorações dos 50 anos da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP). O time defendido pelos medalhistas olímpicos venceu a partida por 2 sets a 0, com um duplo 25-15. Mas o resultado foi o menos importante, já que adversários, companheiros de equipe e o público tiveram o privilégio de ver ídolos de perto. A presença dos heróis olímpicos em Bauru ocorre por meio de parceria da USP com o Banco do Brasil, com o projeto “Embaixadores do Esporte”.

 

Os campeões comentam sobre a oportunidade de jogarem juntos novamente. “Não é um jogo propriamente dito, é mais uma brincadeira, um reencontro. É mais para o pessoal poder ter noção do que foi aquele time. Mas ninguém joga mais, está todo mundo fora de forma. O jogo é mais uma festa”, declara Marcelo Negrão, dono do saque que definiu a final contra a Holanda. “A gente revive grandes momentos, são pessoas que fizeram parte não só da minha vida, mas do Brasil inteiro. Foi um momento vitorioso e é sempre bom estar com eles”, considera Maurício, que tem dois ouros olímpicos: Barcelona-1992 e Atenas-2004. 

 

Carlão e Paulão destacam a proximidade com os torcedores. “Eventos como este, em Bauru, fazendo com que a gente possa trazer um pouquinho da história do voleibol para quem torceu e acreditou na gente, são muito agradáveis”, comenta o central. “O retorno tem sido maravilhoso, a gente sempre foi atleta de alto rendimento e nunca teve este contato com o público. Hoje, a gente tem a oportunidade de estar perto e até de jogar com as pessoas. E é um projeto que deixa vivos na memória do torcedor ídolos, atletas, pessoas que tiveram carreiras positivas, de vitória”, aponta Carlão.