Política

DAE erra em reparo de adutora no Jardim Bela Vista


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Era para tudo se normalizar até o fim da tarde da última terça-feira, mas parte da população do Bela Vista sofreu com o desabastecimento de água até ontem. Tudo isso porque o Departamento de Água e Esgoto (DAE) precisou refazer os serviços de manutenção por conta do rompimento da adutora que leva água da Estação de Tratamento de Água (ETA) para o reservatório localizado na quadra 10 da rua Carlos Marques.

 

O vazamento foi detectado na noite de segunda-feira, na quadra 4 da rua Primeiro de Maio. O serviço feito para a junção entre as duas partes da adutora, porém, não deu conta de segurar novos vazamentos. “Fizemos a união com o ferro dúctil, que é o material utilizado normalmente para este serviço, emendando com o fibrocimento, mas, mesmo assim, a pressão empurrou a água para fora. O vazamento era pequeno, mas tendência era de que aumentasse”, pontuou o diretor da Divisão Técnico da autarquia, Manuelino Câmara Filho.

 

Segundo ele, por conta disso, todo o serviço precisou ser refeito para reforçar o sistema de prensa na junção. “Seguimos o mesmo procedimento adotado em outros reparos naquela mesma área”, garantiu o diretor.

 

Por conta disso, ao abastecimento na região ficou prejudicado. Apesar de contar com a água captada de dois poços, o Bela Vista, frequentemente, é abastecido com a água do reservatório da Carlos Marques.

 

 

 

Problema crônico 

 

Moradora da rua Primeiro de Maio, Maria Pieroni relata que a falta de água no Bela Vista tem se tornado um problema crônico nos últimos dois meses. No entanto, contou que, na última quarta-feira, a água acabou às 18h e só voltou 0h. “Só deu tempo de encher a caixa d’água porque, às 6h da manhã, já não tinha mais água da rede de novo”.

 

Pieroni reclamou também da grande pressão que chega às torneiras com a falta de água. “Sai muito ar e a gente tem sentido o aumento no consumo por causa disso”, afirma.

 

Os problemas no DAE vão muito além do erro cometido no reparo da adutora. Recentemente, o Jornal da Cidade divulgou que seis das 18 retroescavadeiras da autarquia estavam parada, esperando manutenção. Esse número, porém, já chegou a nove. Ou seja, metade do maquinário não está funcionando.

 

As retroescavadeiras são muito utilizadas para o conserto de vazamentos e a demanda para este tipo de serviço só tem aumentado. Como também mostrou o JC, 40% da água produzida em Bauru é perdida. 

 

O DAE prometeu agilizar os processos de licitação para viabilizar o conserto das retroescavadeiras, mas os editais ainda não foram publicados. Enquanto isso, o serviço fica cada vez mais engessado em razão do maquinário encostado.

 

Muitos servidores reclamam ainda da falta de material necessário para o conserto de pequenos vazamentos. Diretor da Divisão Técnica da autarquia, Manuelino Câmara Filho confirmou que, há um bom tempo, essa situação tem prejudicado a execução dos serviços, mas garantiu que, entre hoje e amanhã, o material chega ao almoxarifado do DAE.

 

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