Antes de ser ministro do Esporte, Aldo Rebelo foi relator na Câmara do projeto de lei de reforma do Código Florestal, na condição de deputado federal pelo PCdoB-SP. A presidente Dilma Rousseff anunciou anteontem alguns vetos ao texto final e que desagradaram, principalmente, os ambientalistas interessados no veto total da proposta e não parcial como definido pela presidente. Em uma Medida Provisória (MP), o Planalto irá detalhar as modificações que contemplam 12 vetos, 32 modificações no texto original aprovado pela Câmara e retomada de 14 pontos aprovado no Senado. O texto final da MP será divulgado nos próximos dias, contudo se sabe que não haverá anistia para desmatadores. A MP definirá novas faixas para Áreas de Preservação Permanente (APPs) às margens de rios.
Demonstrando tranquilidade, Aldo Rebelo disse que o Brasil não pode abdicar da produção de alimentos, acenando favorável à posição dos agricultores. Na sequência, o ministro também sinalizou pela necessidade da proteção do patrimônio ambiental. “Não podemos renunciar a produzir alimentos e a ter uma agricultura forte e competitiva. E ao mesmo tempo, não podemos renunciar ao patrimônio ambiental que é o maior do planeta”, argumenta.
O ministro citou que os agricultores norte-americanos e europeus usam do pretexto da defesa do meio ambiente para impor dificuldades por temerem o crescimento da agricultura brasileira. “Outros, com o pretexto de produzirem alimentos, sacrificam o meio ambiente. Tem que equilibrar essas coisas”, pontua Rebelo.
Ao chegar ontem à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), subseção Bauru, o ministro observou a movimentação pacífica de um pequeno grupo de jovens que protestaram contra Rebelo, por ter sido o relator da proposta de reforma do Código Florestal.