Como eu, mais de metade do público presente no show internacional de sábado, 26/05, buscava reencontrar aquelas vozes que embalaram nossa adolescência e juventude. O interesse pelo conjunto, aliado à confiança depositada nos patrocinadores, fez com que todos aguardassem entusiasmados a abertura das portas para, aí sim, ocupar seus lugares. Após quase uma hora de espera numa fila desnecessária, ao relento, pudemos entrar na sala de espetáculo. Minha mesa, de número 15, central, no setor A, para seis pessoas, comprada no dia 24/04 assim que foram abertas as vendas, estava já ocupada por pessoas que ? eu não acredito ? pudessem ter mudado os cartões indicadores do titular. Tudo bem, felizes, ficamos duas fileiras atrás e bem na lateral.
Quando apareceram funcionárias servindo latinhas de Pepsi graciosamente para os presentes, fomos informados de que não havia copos. Não havia também a possibilidade de um chope, de uma cerveja gelada, de um vinho. Nada. Nem a apresentação que ainda demorou um tanto. Somente quando estávamos no meio da latinha é que apareceram os copos plásticos salvadores recém-trazidos de um supermercado. Começaram, então, a surgir porções de salgadinhos; mas aí o show já havia começado e quem queria saber de comer, e a seco? O show valeu a pena. As vozes harmoniosas apagaram todo o desconforto inicial. A sensação, ao final, foi de encantamento e satisfação.
Por que a bronca, então? Porque deve interessar à Trombini ? Produções e Eventos fazer nome no campo do entretenimento. Tivesse ela, a organizadora, sido inteligente, o período de espera poderia ser altamente rentoso na medida em que o consumo fizesse a sua parte. Deve a Sagae Eventos ter interesse também em associar o seu nome ao excelente padrão de atendimento e satisfação daqueles que nela confiam. E, por último, deve ser constrangedor para patrocinadores saber das vaias e assobios produzidos por uma platéia que, por força do tempo, costuma ser mais educada. Parabéns, The Platters, valeu!
Maria Antonia P.C. Figueiredo