Valéria Cuter/Jornal Acontece Botucatu |
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Os 457 tabletes da droga estavam escondidos embaixo da carga de 7 toneladas de plástico para reciclagem |
A Polícia Civil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), por meio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), apreendeu cerca de 600 quilos de maconha, na manhã desta terça-feira (29).
O flagrante foi feito por volta das 6h45 da manhã, no trevo da rodovia Marechal Rondon (SP-300), que dá acesso ao município. A droga estava escondida em um caminhão que vinha de Campo Grande (MS) e estava carregado com sete toneladas de garrafas pet para reciclagem.
“A Dise estava investigando uma quadrilha da cidade e conseguimos as informações da entrega desta droga. Assim, conseguimos nos antecipar e apreender o entorpecente antes da entrega”, explica o delegado Paulo Buchignani.
O motorista do caminhão, Luciano de Oliveira Cardoso, 30 anos, foi preso em flagrante e será encaminhado para a Cadeia Pública de Botucatu depois que a ocorrência for registrada. Ele teria alegado que aceitou fazer o transporte da droga porque precisava de dinheiro.
“Ele é daqui de Botucatu mesmo e alegou que sempre trabalhou como caminhoneiro. No entanto, como estava com prestações do veículo atrasadas e precisava do dinheiro, acabou aceitando fazer o transporte da droga”, completa o delegado.
Outras pessoas que fazem parte da quadrilha investigada pela Dise também foram identificadas e devem ter a prisão solicitada nos próximos dias.
Ao Jornal Acontece Botucatu, o motorista disse que estava envergonhado pelo crime cometido. “Estava esperando uma ligação para sabe onde teria que levar o caminhão, mas a polícia estava sabendo de tudo e me interceptou. Estou muito arrependido por ter feito isso. Agi assim porque estou endividado e com os R$ 15 mil do transporte ia pagar quatro prestações atrasadas do meu caminhão”, defendeu-se Luciano.
Prejuízo
Os mais de 600 quilos de droga estavam divididos em 457 tabletes, escondidos no meio da carga transportada pelo caminhoneiro. A apreensão representa um grande golpe para os traficantes da cidade.
“Depois que a maconha fosse dividida e distribuída para venda, estimamos que poderia gerar mais de R$ 3 milhões de lucro”, finaliza o delegado da Dise, Paulo Buchignani.
