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Polícia Civil prende ?dono? dos 600 quilos de maconha em Botucatu

Da redação JCNet
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Após cinco meses de investigação, a Polícia Civil de Botucatu, em operação conjunta com a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), prendeu, na tarde desta quinta-feira, um homem de 43 anos acusado de ser o proprietário dos 600 quilos de maconha encontrados na última terça-feira (29) (leia mais abaixo).

De acordo com informações dos delegados titulares da Dise, Carlos Antônio Improta Julião Filho e Paulo Buchignani, os policiais já acompanhavam o caminhão que sairia de Campo Grande, Mato Grosso do Sul para chegar em Botucatu. A Polícia Civil realizou um trabalho para interceptar a droga ainda na estrada.

Por volta de 12h desta quinta-feira, no momento em que o suspeito almoçava em sua residência, na Vila Paraíso, em Botucatu, a equipe da Dise chegou com mandado de busca e apreensão e ele foi preso em flagrante. No entanto, Reginaldo Severino, conhecido como “Margarefe”, nega todas as acusações e afirmou que só falaria em juízo.

Com o suspeito, foram apreendidos ainda quatro celulares e sete chips, que foram encaminhados para o instituto de criminalística para averiguar se os aparelhos eram utilizados no tráfico.

O caso

A Polícia Civil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), por meio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), apreendeu cerca de 600 quilos de maconha, na manhã desta terça-feira (29).

O flagrante foi feito por volta das 6h45 da manhã, no trevo da rodovia Marechal Rondon (SP-300), que dá acesso ao município. A droga estava escondida em um caminhão que vinha de Campo Grande (MS) e estava carregado com sete toneladas de garrafas pet para reciclagem.

“A Dise estava investigando uma quadrilha da cidade e conseguimos as informações da entrega desta droga. Assim, conseguimos nos antecipar e apreender o entorpecente antes da entrega”, explica o delegado Paulo Buchignani.

O motorista do caminhão, Luciano de Oliveira Cardoso, 30 anos, foi preso em flagrante e será encaminhado para a Cadeia Pública de Botucatu depois que a ocorrência for registrada. Ele teria alegado que aceitou fazer o transporte da droga porque precisava de dinheiro.

“Ele é daqui de Botucatu mesmo e alegou que sempre trabalhou como caminhoneiro. No entanto, como estava com prestações do veículo atrasadas e precisava do dinheiro, acabou aceitando fazer o transporte da droga”, completa o delegado.

Outras pessoas que fazem parte da quadrilha investigada pela Dise também foram identificadas e devem ter a prisão solicitada nos próximos dias.

Ao Jornal Acontece Botucatu, o motorista disse que estava envergonhado pelo crime cometido. “Estava esperando uma ligação para sabe onde teria que levar o caminhão, mas a polícia estava sabendo de tudo e me interceptou. Estou muito arrependido por ter feito isso. Agi assim porque estou endividado e com os R$ 15 mil do transporte ia pagar quatro prestações atrasadas do meu caminhão”, defendeu-se Luciano.

Prejuízo

Os mais de 600 quilos de droga estavam divididos em 457 tabletes, escondidos no meio da carga transportada pelo caminhoneiro. A apreensão representa um grande golpe para os traficantes da cidade.

“Depois que a maconha fosse dividida e distribuída para venda, estimamos que poderia gerar mais de R$ 3 milhões de lucro”, finaliza o delegado da Dise, Paulo Buchignani.

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