Economia & Negócios

Shopping Nações empregará 2 mil

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 5 min

“É um presente que irá gerar grandes oportunidades no mercado de trabalho em Bauru, principalmente para os jovens que buscam o primeiro emprego.” A avaliação é do prefeito Rodrigo Agostinho, feita na manhã de ontem durante a “Vitrine de Negócios do Shopping Nações”, que reuniu autoridades e empresários locais para palestras sobre a avaliação do mercado de franquias e oportunidades de participação no projeto (leia mais no texto abaixo).

O empreendimento, segundo explicam os diretores das empresas que administram e empreendem o negócio, Ricardo Visco, da Aliansce Shopping Centers, e Márcio Costa, da Vértico, pretende criar mais de 2 mil empregos diretos na cidade e 6 mil indiretos após sua inauguração, em novembro deste ano.

Até lá, outras 2.500 vagas são ocupadas com trabalhadores de setores que envolvem a construção do shopping, que promete se consolidar como o mais completo centro de moda, gastronomia e entretenimento de Bauru e região.

O evento realizado ontem no Espaço Roccaporena, em que foram divulgadas informações sobre o novo shopping de Bauru, foi considerado um sucesso pelos organizadores com a lotação máxima de participantes.

 

Pavimento especial

Localizado no cruzamento da rua General Marcondes Salgado com a avenida Nações Unidas, o Shopping Nações, em desenvolvimento há cerca de três anos, conforme explica Visco, inclui uma área de aproximadamente 70 mil m2 de construção, com estacionamentos no subsolo e área externa para 1.500 veículos.

Ao longo dos quatro pavimentos do prédio será possível observar grandes janelas que farão a iluminação natural dos ambientes. O piso escolhido para as áreas principais é o granito. 

O quarto pavimento será exclusivo para o lazer e abrigará seis salas de cinema 3D da rede Cinépolis, uma das principais operadoras de cinema do mundo e a maior da América Latina. Sua sede fica na cidade de Morélia, no México.

Além do cinema, Márcio Costa confirma que a ‘Playland’ será a responsável pela diversão da garotada com brinquedos de última geração. Pertencente ao Grupo Playcenter, a empresa tem unidades instaladas nos principais shoppings do País, incluindo 15 filiais que recebem cerca de 7 milhões de visitantes por ano.

Além dos diferenciais anunciados no projeto para o setor de entretenimento e lazer, estão incluídas no projeto importantes obras viárias para Bauru. Entre elas a transformação em avenida da rua General Marcondes Salgado e a ampliação da rua Conde Francisco Matarazzo, além da construção de uma rotatória no cruzamento da Marcondes com a Nações Unidas.

Obras para a drenagem de águas pluviais, que deverão minimizar o impacto das chuvas na Nações e desviar o contingente para o Rio Bauru, também estão previstas, segundo aponta Márcio Costa.

 

Polo da moda

Filão principal dos shoppings, as lojas de confecções que incluem grandes marcas de todo o Brasil, inclusive de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, estarão presentes entre as franquias que deverão ocupar parte das mais de 200 lojas do Shopping Nações - entre elas 7 âncoras e 8 megalojas, além de 20 fast foods e 3 restaurantes.

De acordo com Ricardo Visco, diretor regional da Aliansce, por conta da variedade de estilos que o estabelecimento pretende oferecer ao público, “as lojas especializadas em vestuário deverão compor cerca de 60% das áreas locáveis”. Segundo Márcio Costa, da Vértico, o shopping terá 35 mil m2 de área bruta locável (ABL).

“Queremos agradar todos os gostos e bolsos, por isso apostamos na variedade”, reforça Costa, enfatizando a campanha de pré-inauguração do empreendimento lançada durante o evento de ontem. Com o tema ‘Muito mais o seu estilo’, a campanha é representada pela atriz e apresentadora Ana Furtado.

 

Evento leva economia para a ‘Vitrine’

A “Vitrine de Negócios do Shopping Nações”, que reuniu centenas de empresários na manhã de ontem em Bauru, contou com a participação da jornalista e apresentadora do Jornal da Globo Christiane Pelajo, que apresentou aos participantes o cenário do mercado nacional de franquias e a realidade local.

“A queda dos juros demonstra o momento de estabilidade da economia brasileira. A Selic (taxa básica de juros) caiu para 8,5% e deve continuar reduzindo nos próximos meses, junto aos 5,6% da inflação”, aponta a jornalista. Segundo ela, em 2011 a “indústria do shopping” faturou R$ 108 bilhões, contra R$ 91 bilhões do ano anterior, crescimento de quase 20%.

Já em Bauru, o crescimento de 12% do potencial de consumo entre 2010 e 2011 aliado ao sucesso do setor de serviços na cidade, que seria responsável por 66% dos empregos, são os grandes responsáveis pelo período favorável às franquias e aos investimentos.

Em uma palestra descontraída, porém compromissada, a jornalista deixou o recado para os empresários de Bauru e região interessados em investir no Shopping Nações. “Esse é o momento para apostar em um novo negócio, e os shoppings atraem cada vez mais consumidores. Basta ter ousadia”, afirma.

Apostando no bom momento e no potencial da cidade, o bauruense Felipe Bortoni, 25 anos, esteve com o pai Ricardo Bortoni, 51 anos, na “Vitrine de Negócios” para avaliar a instalação de uma loja de moda surf e skate no local. “Eu tenho um estúdio de tatuagem, mas quero ampliar para outros ramos e outros locais, por isso aproveitaremos essa oportunidade”, conta.

Já a proprietária de uma loja de confecções e moda praia localizada na zona sul, Ana Cláudia Fernandes Souza, 38 anos, revela que após perceber que uma única marca superava em até 70% as vendas da loja, resolveu abrir seu segundo negócio no Shopping Nações. “Apesar de ser o mesmo ramo, será uma loja com conceitos diferentes”, ressalta a comerciante.

Trabalhando há 15 anos com a marca de calçados Arezzo, a empresária Yara Della Barba, 54 anos, também procura novas oportunidades no Shopping Nações. “Bauru tem mercado de sobra e acho que já estava na hora de termos um novo shopping para novas oportunidades”, frisa.

Para quem deseja investir em franquias, os valores podem variar de R$ 1 mil a R$ 1 milhão, dependendo dos setores e marcas. Sobre o retorno do investimento, especialistas do setor apontam que o período de 18 a 24 meses são considerados bons negócios. Acima de 36 meses não são aconselháveis.

De acordo com o conselheiro fiscal da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Danilo Andreoli, um dos palestrantes do evento de ontem, “para começar um negócio é preciso que o investidor possua, ao menos, 60% do valor da franquia”. 


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