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Mantega está otimista diante do fraco PIB

Folhapress
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São Paulo - O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que a atividade econômica no primeiro trimestre do ano repetiu o desempenho do último trimestre do ano passado. “Não houve nem desaceleração nem aceleração em relação ao último trimestre do ano passado”, disse.

No segundo semestre do ano passado, a economia brasileira praticamente estagnou, com uma queda na atividade de 0,1% no 3º trimestre e uma alta de 0,2% no 4º trimestre. Devido ao desempenho da segunda metade do ano, a expansão da economia no ano passado ficou em 2,7%, considerado baixo pelo próprio governo. O ministro creditou o desempenho modesto no início do ano ao desempenho do setor agropecuário. Embora com participação pequena na economia, cerca de 5% segundo Mantega, a quebra da safra da soja e a redução na produção de arroz e fumo levaram a uma queda de mais de 7% na atividade frente ao fim do ano passado. Mantega afirmou, entretanto, que são fatores sazonais, ligados às condições climáticas que o setor agrícola brasileiro “vai bem”.

Outro fator negativo foram os investimentos. Para o ministro, dois fatores contribuíram para a queda de 1,8% nesse item: a crise europeia, que provocou uma retração dos empresários e a queda na produção de caminhões, mercado que foi contaminado pela mudança dos motores para um modelo menos poluente.

Mantega classificou o avanço do consumo das famílias como “compatível” com uma taxa de crescimento próxima ao que busca o governo. Hoje, o ministro voltou a falar em um objetivo entre 4% e 4,5% para o crescimento da economia brasileira neste ano.

Dado considerado positivo pelo ministro foi o desempenho da indústria de transformação, que cresceu 1,9%. “Considero uma excelência notícia. Foi o primeiro trimestre positivo depois de três seguidos de resultado negativo”.

 

BC

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou, por meio de nota, que o crescimento do PIB confirma que a “recuperação da atividade econômica tem sido bastante gradual.” “A demanda doméstica continuou sendo o principal suporte da economia, com o consumo das famílias sendo estimulado pela expansão moderada do crédito, pela geração de empregos e de renda”, afirmou Tombini.

Segundo Tombini, mesmo diante da crise internacional que atinge, sobretudo, países europeus, o mercado interno constitui um diferencial da economia brasileira e prevê um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos trimestres. “Os sólidos fundamentos e um mercado interno robusto constituem um diferencial da economia brasileira. Dessa forma, mesmo diante do complexo ambiente internacional, as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo deste ano.”

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