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Mubarak é sentenciado à prisão perpétua, em meio a divisões no Egito

BBC
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Stringer /Reuters

Hosni Mubarak foi sentenciado neste sábado à prisão perpétua

O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak foi sentenciado neste sábado (2) à prisão perpétua, como cúmplice da morte de 850 manifestantes na Revolução Egípcia de 2011, em um julgamento que evidencia as divisões vigentes no país.

Aos 84 anos e após três décadas governando o Egito, Mubarak é o primeiro entre os líderes afetados pela Primavera Árabe a ser julgado em seu país.

Ele ouviu seu veredicto com uma expressão impassível, em uma maca hospitalar e usando óculos escuros. Mas, ao ser levado ao presídio de Tora, teria tido uma "crise de saúde", segundo a TV estatal egípcia.

Algumas fontes afirmam que ele sofreu um ataque cardíaco, mas o boato foi negado, segundo o correspondente da BBC no Cairo Jon Leyne. Ainda assim, Mubarak foi hospitalizado na própria prisão.

No lado de fora da corte, opositores de Mubarak e parentes de pessoas mortas durante o levante antirregime comemoravam a condenação do ex-presidente, ainda que alguns estivessem defendendo a pena de morte para o réu.

Houve confrontos entre opositores, policiais e simpatizantes de Mubarak nos arredores da corte. Há relatos de manifestações também em Suez, cidade considerada o berço da revolução que culminou com a queda de Mubarak.

Muitos egípcios também se queixam que a polícia do país, à qual se atribiu a culpa por muitas das mortes na revolução, e outros pilares do regime de Mubarak mantiveram seu poder, sem que houvesse reformas institucionais profundas.

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