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Polícia apura suspeita de assassinato de homem a pedrada

Por Vitor Oshiro | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo

Vítima, que estava com afundamento craniano e massa encefálica exposta, foi socorrida na passagem do viaduto próximo da Rodoviária

Uma pedra pode ter decretado o fim trágico da vida de Nelson de Morais, 61 anos. O objeto foi localizado manchado de sangue ao lado do corpo do homem, que estava com lesões gravíssimas na cabeça. A vítima foi encontrada nas proximidades da linha férrea, perto do viaduto próximo ao Terminal Rodoviário, e chegou a ser socorrida com vida, porém, morreu horas depois.

O homem estava caído a cerca de 30 metros da passarela do viaduto da linha férrea, no sentido da Rua Aparecida. Era por volta das 22h30 de anteontem quando uma pessoa que passava pelo local o viu e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A Polícia Militar (PM) também foi comunicada e compareceu ao local. Lá, encontrou Nelson de Morais caído na calçada e com ferimentos graves na cabeça. Além do afundamento no crânio, ele estava, de acordo com o boletim de ocorrência (BO), com a massa encefálica exposta.

A vítima foi socorrida, entubada e enviada para o Pronto-Socorro Central (PSC), onde deu entrada exatamente às 22h44. Entretanto, pouco menos de duas horas depois, o homem não resistiu e morreu no hospital.

A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia técnica no local onde o corpo foi localizado. Lá, foi encontrada a pedra que pode ter vitimado Nelson de Morais. Manchado de sangue, o objeto foi apresentado e apreendido no Plantão da Polícia Civil.

Além da provável arma do crime, foram apresentados para o delegado plantonista o documento pessoal da vítima, um CD de dados gravado pelo PSC e uma ficha do albergue noturno de Bauru.

Tanto policiais militares quanto civis fizeram diligências nas proximidades de onde o corpo foi encontrado. Porém, não encontraram quaisquer testemunhas do crime.

Sem endereço

No primeiro BO registrado sobre o homicídio, constava que a vítima tinha registro como pedreiro e não tinha endereço fixo. Entretanto, após a localização da ficha do albergue, constava um endereço que provavelmente seria de seus familiares.

A reportagem foi até a casa, que fica no bairro Bela Vista, próxima ao local onde o corpo foi encontrado. Lá, porém, funciona uma pensão.

Questionados, alguns moradores disseram não conhecer nenhum familiar de Nelson de Morais e nem mesmo alguém com as características da vítima. O proprietário da pensão afirmou que há algum tempo hospedou um homem chamado “Nelson”, porém, não soube dar mais detalhes se ele seria o homem que morreu na madrugada de ontem.

Apesar da identificação, até agora, nenhum dos familiares foi localizado pela polícia. Desse modo, até o fechamento desta edição, o corpo continuava no Instituto Médico Legal (IML).

A pedradas

O crânio afundado e a massa encefálica exposta. Estas foram as consequências dos golpes que Nelson de Morais levou. A provável arma do crime: uma pedra achada ao lado do corpo. Esta não seria a primeira vez que estes objetos estão sendo usados para o crime.

Conforme o JC divulgou ontem, um adolescente de 17 anos tentou roubar um veículo utilizando um pedregulho. O motorista, de 46 anos, reagiu e acabou sendo ferido. A Polícia Militar (PM) encontrou o jovem e ele foi apreendido.

Em abril, outro morador de rua foi agredido com uma pedrada na cabeça. Após um desentendimento com um homem de Londrina, o paranaense teria utilizado uma pedra para atingir a vítima, que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Pronto-Socorro Central (PSC).

Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil prendeu Anderson Pereira de Oliveira, 32 anos. Ele confessou ter matado a pedradas Caubi Cadete Magalhães, 18 anos, no bairro Índia Vanuíre, em Bauru. O crime ocorreu em agosto do ano passado por “três pedras de crack”.

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