Mais uma vez, a política é o palco da pobreza cultural e intelectual vigente no país.
É interessante ver como a necessidade de "se parecer" com alguém ou alguma coisa é importante para conquistar status ou notoriedade. Desde a publicidade até a política, sempre se apela a pessoas famosas para vender gato por lebre ao público ou, melhor dito, às massas! "Compre isso ou aquilo porque eu também compro e uso! E mais ainda, eu garanto!" Quanto mais o "mocinho propaganda" é conhecido, mais o produto é bom!
E fica igual na política, em que os "figurões" fazem seu papel de garotos propagandistas com esmero, afinco e veemência.
É triste ver que não há vontade de mudar, de educar o povo, mas sim de conservá-lo na dependência do mestre, do pai, do chefe ou do ditador. O povo é fadado a seguir, feito a boa ovelha, a fazer parte do rebanho dos anônimos que compram a falsa democracia vendida por aqueles que se iludem com as pequenas regalias fúteis das quais eles se beneficiam, legal ou ilegalmente, durante seus mandatos conquistados a golpe de propagandas enganosas e com o apoio de outros "famosos".
Quando é que um prefeito ou qualquer outro político se valerá apenas dos seus feitos? Quando é que o ser humano vai conseguir se bastar por si só? Será que sempre vamos ficar nessa dependência umbilical que leva cada indivíduo a sempre esperar "do outro" (do chefe, do mestre, ou do prefeito) que faça. , Vocês políticos, que justamente estão com o papel e o privilégio de "dar o exemplo", poderiam dar o exemplo da autonomia, da independência, da responsabilidade e, no fim, do valor da eficiência.
Entendo que "O Partido" seja preso a essa pobreza notória, mas você, Rodrigo, você não precisa disso, não entre nessa jogada duvidosa e empobrecedora.
Leila Tebet