Brasília - Preocupado com a segurança de setores críticos do Estado - alvos de uma onda crescente de ataques aos seus bancos de dados - e com o risco de passar vexame internacional em grandes eventos, como a Rio + 20, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, o governo federal começou nesta semana a reestruturar seu obsoleto sistema de segurança cibernética.
Esse tipo de prevenção ganha cada vez mais importância. Segundo dados do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), as 320 redes de dados da administração pública federal são bombardeadas por mais de 1,1 mil ataques por mês. No ano passado, ataques em série derrubaram 20 portais do governo federal e 200 sites de governos estaduais e prefeituras.
Além disso, informações internacionais reunidas pela inteligência da Polícia Federal indicam que o mercado do roubo de dados movimenta US$ 150 bilhões no mundo. No Brasil não há dados confiáveis, mas a estimativa é de que supere US$ 1 bilhão.
“Há interesse de pessoas e grupos em ter acesso a informações reservadas de cidadãos, empresas, contribuintes e do próprio Estado”, explicou o delegado Carlos Sobral, chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF.
Para especialistas, as medidas tomadas pelo Brasil são adequadas, mas chegam com uma década de atraso em relação aos Estados Unidos e à Europa.