Internacional

Espanha pede ajuda de 100 bi de euros

FolhaPress
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Madri - O ministro de Finanças da Espanha, Luis de Guindos, pediu ontem ajuda financeira à zona do euro para fazer o resgate aos bancos do país, em entrevista coletiva após a reunião do grupo de ministros da área econômica em videoconferência.

Guindos afirma que as condições e as taxas de juros serão “favoráveis” e que “as exigências de austeridade serão feitas apenas ao setor financeiro”, sem afetar a sociedade espanhola.

O representante do governo diz que o valor pedido é suficiente para conseguir recuperar as instituições financeiras e ter uma margem caso a crise financeira nos bancos piore. Guindos nega que a Espanha tenha pedido um resgate.

O ministro ainda afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) prestará um apoio “estritamente de assessoramento do setor financeiro, de apoio e de implementação do programa.”

O titular das Finanças da Espanha disse que o país foi elogiado pelas medidas de austeridade e ajuste fiscal tomadas durante o governo do presidente de governo Mariano Rajoy, conseguindo o respaldo da zona do euro.

Mais cedo, os ministros de Finanças da zona do euro aceitaram a concessão de um resgate financeiro de até 100 bilhões de euros ao governo espanhol para que possa socorrer os bancos do país, de acordo com fontes das agências de notícias France Presse e Efe e o jornal “El País”.

De acordo com a France Presse, a zona do euro não pedirá medidas de austeridade para a concessão do resgate.

O anúncio é feito após o FMI divulgar um documento afirmando que seriam necessários pelo menos 40 bilhões de euros para recuperar os bancos espanhóis.

O resgate deverá ser autorizado pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e pelo grupo de ministros para que a verba total seja liberada. Para tanto, Madri teria que sanear as contas do setor financeiro. Além dos ministros, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, participaram da reunião.


Estudos

 

Ontem, o governo espanhol informou que estava estudando em profundidade o relatório do FMI a situação dos bancos espanhóis e ouvirá a opinião dos membros da zona do euro antes de tomar qualquer decisão sobre sua recapitalização.

Fontes do Executivo asseguraram à agência de notícias Efe que não foi a Espanha que solicitou a teleconferência dos ministros de Economia e Finanças da zona do euro, que foi convocada pela Presidência do Eurogrupo (fórum de ministros de Finanças da zona do euro).

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