O 2º Encontro Sebrae 2014 de Negócios reuniu na tarde da última terça-feira mais de 100 empresários dos setores da construção civil, madeira e móveis e tecnologia da informação e comu nicação com o objetivo de disseminar conhecimento, oferecer serviços, estimular intercâmbio de experiências e abrir horizontes comerciais em torno da Copa do Mundo Fifa 2014.
O evento em São Paulo abriu o segundo ciclo do programa Sebrae 2014, que pretende ajudar micro e pequenas empresas (MPE) e empreendedores individuais a buscar oportunidades de negócios geradas pela competição. Até novembro deste ano, serão 14 encontros, um em cada cidade-sede da Copa e três em São Paulo.
Na terça-feira, um talk show reuniu seis instituições financeiras (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander, Agência de Fomento Paulista e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com intermediação da jornalista Mara Luquet, comentarista da rádio CBN e do Jornal da Globo.
Os bancos esclareceram dúvidas sobre financiamentos para compra de máquinas e equipamentos, capital de giro e investimentos. A jornalista Mara Luquet considerou o talk show importante para a orientação dos empresários. “A força da economia do País está nas MPE e há desconhecimento sobre linhas de crédito que possam atender de forma adequada essas pessoas”.
A outra atividade foi uma sessão de negócios entre demandantes e ofertantes, em que 105 empresários interagiram com nove empresas âncoras, (IBM, Localweb, Dicico, Nec, Positivo, Alphamax Engenharia, B&B Engenharia, Compuware e SCM Group) e também representantes dos bancos.
Oportunidade
Para o empreendedor Denis Silveira, a sessão de negócios foi uma oportunidade para conversar com outros empresários e divulgar o seu trabalho. “O meu objetivo era ver o que as empresas estão desenvolvendo em tecnologia da informação e no que estão pensando em relação à Copa”. Silveira possui uma empresa que desenvolve empreendimentos iniciantes.
O gerente de negócios da Compuware, Paulo Duque, disse que a expectativa das empresas estrangeiras em relação ao Brasil é muito grande. “Este tipo de sessão gera relacionamento, que vira energia e multiplicação de investimentos. Por isso, é muito importante que o Sebrae continue promovendo esses encontros”, disse.
A ideia de Duque é corroborada pelo gerente de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, Paulo Alvim. Para ele, o caráter pedagógico das sessões de negócios incentiva as pequenas empresas a investirem no relacionamento. “É a partir deste networking que os empresários poderão conhecer as demandas do mercado”.
No final do encontro, foi realizado o Espaço de Networking. Nele, os empresários puderam aumentar e aprofundar interesses comuns e trocar experiências com outros empreendedores, gestores do Sebrae 2014 e parceiros do programa. Segundo o coordenador dos encontros, Rafael Castro, no primeiro ciclo o Sebrae estimulou a mobilização e a sensibilização das MPE para a Copa. Foram contactadas 7 mil empresas. Já o segundo ciclo tem o objetivo prático de aproximar demandantes e ofertantes, além de oferecer orientação financeira por meio dos bancos.
O segundo ciclo do programa, segundo o coordenador do Sebrae 2014, Dival Schmidt, levará a Matriz de Competitividade para cerca de 6 mil empresas. Trata-se de um diagnóstico que mensura a situação das MPE participantes antes de depois da Copa.
Melhoria Continua
Grande Causa
Tenho consciência que felicidade é um estado de satisfação, equilíbrio emocional e paz interior. Mas para mim, em um dado momento de minha vida, felicidade era confundida com conquistas pessoais e profissionais. Foi um período de excessivas horas de estudo e trabalho. Nessa época, tinha por volta de 20 anos.
Já em outro período, quando o trabalho havia invadido, de forma abrupta, todas as áreas de minha vida, considerei como felicidade focar nas relações com a esposa, a família, o social, o espiritual e, principalmente, comigo mesmo. Em outras palavras, busquei ter qualidade de vida. O tempo passou e tudo mudou ao meu redor.
Já com quase 50 anos, felicidade se confundiu com ter paz. Foi uma fase de muita reflexão. Hoje, com 55 anos, fui buscar na filosofia uma nova definição. Segundo Aristóteles, que viveu no século IV a.C., “são nossas atividades conforme a excelência que nos levam à felicidade, e as atividades contrárias nos levam à situação oposta”.
Mas pensando bem, para você atingir essa excelência sugerida pelo filósofo grego, na minha opinião, é necessário utilizar plenamente os seus talentos. Com isso, surge uma outra questão: o que devo fazer para utilizar na totalidade minhas aptidões?
Isso só acontece quando você tem uma grande causa. Quando isso ocorre você não sente cansaço e nem dor. E a vida passa a ter um sentido muito mais nobre.
Por outro lado, sem esse propósito surge um vazio inexplicável, que chamo de infelicidade. Nessa linha de raciocínio, gosto de relembrar um comentário de Steve Jobs à revista Fortune, em fevereiro de 2008: “Não temos chance de fazer muitas coisas, e todas devem ser realmente excelentes. Porque essa é a nossa vida. A vida é breve, e morreremos, sabe? E todos escolhemos fazer isso com a própria vida. Portanto, é melhor ser muito bom. É melhor valer a pena.”
Com uma empresa não é diferente. Se ela não tem de forma clara sua missão (grande causa) e visões de futuro (metas ou pequenas causas), não tem como utilizar com excelência os seus talentos.
Como você percebe uma empresa que desperdiça talento? É só averiguar se tem algum colaborador sem meta. Basta apenas um. Um que só cumpre suas obrigações, que não vai além. Um indivíduo morno, que não é nem quente e nem frio. Em outras palavras, é uma empresa que está longe da felicidade. Infelizmente e contra a minha vontade, eu conheço muitas empresas infelizes.