A constipação intestinal ou obstipação intestinal é o termo médico para o conhecido intestino preso ou a prisão de ventre. Qualquer pessoa que evacue menos de três vezes por semana é considerada como portadora de constipação intestinal.
Entretanto, existem alguns sintomas atribuídos à dificuldade em evacuar que podem ter mais importância do que o próprio ritmo intestinal. Pessoas que sentem desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta ou distensão abdominal, conhecido popularmente como estufamento abdominal, são consideradas pessoas constipadas, mesmo tendo um hábito intestinal regular.
De acordo com Henrique Perobelli Schleinstein, cirurgião do aparelho digestório e coloproctologista, a causa mais comum e reversível de constipação intestinal crônica é a baixa ingestão de fibras e líquidos. A água hidrata as fezes e facilita sua eliminação.
"Ao ingerimos pouca água, o cólon retira uma quantidade de líquido em excesso e deixa as fezes ressecadas. Recomenda-se a ingestão de aproximadamente 20 a 30 gramas de fibras ao dia e, ao menos, 2 litros de água", orienta. Segundo ele, outro componente que contribui para a constipação é o sedentarismo.
Uma condição fisiológica que está associada à constipação é a gravidez. Nessa fase, o organismo da mulher produz substâncias que fazem com que o intestino mova-se mais devagar, além da compressão do intestino pelo próprio útero.
O médico lembra que tem também uma causa social que é quando o indivíduo, por diferentes motivos, ignora o desejo de evacuar, retendo as fezes. É bastante comum encontrarmos pessoas que só conseguem evacuar em casa. Esse adiamento constante reduz a sensibilidade do intestino e, como as fezes permanecem mais tempo no intestino, ocorre maior absorção de água, levando ao seu ressecamento. Há também algumas doenças e medicamentos que levam a dificuldade de evacuar.
É muito importante uma investigação rigorosa com um médico especialista, um coloproctologista, para que possa identificar o tipo de constipação intestinal de cada paciente e qual a melhor maneira de tratá-la.
Segundo Henrique, um exame importante e disponível é a manometria anorretal, capaz de diagnosticar diferentes tipos de dificuldade evacuatória, servindo também como um método de fisioterapia e reeducação intestinal em casos selecionados.