Nacional

Perillo nega favorecimento, mas admite encontros com Cachoeira

Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Em depoimento à CPI do Cachoeira, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), reconheceu ontem encontros com o empresário, que está preso desde fevereiro, mas negou que tenha atuado a seu favor ou recebido demandas dele relativas ao esquema de jogos ilegais.

Questionado pelo relator na CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), Perillo afirmou ter recebido Cachoeira em seu gabinete, no Palácio das Esmeraldas, em audiência oficial. O governador admitiu ainda ter se encontrado com Cachoeira em dois jantares. “O único encontro formal ocorreu no Palácio das Esmeraldas, em audiência oficialmente solicitada, com o empresário (Cachoeira), para tratar sobre assuntos relativos à empresa de medicamentos”, disse Perillo, referindo-se a empresa farmacêutica da qual Cachoeira é sócio. “(Cachoeira) nunca me pediu nada relativamente a jogos”, completou o governador, afirmando que teria aconselhado Cachoeira a encaminhar as demandas à Secretaria de Indústria e Comércio do Estado.

Segundo Perillo, o assunto de incentivos fiscais à empresa de medicamentos voltou a ser discutido em um dos jantares, em que outras pessoas estariam presentes, incluindo o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Parlamentares do PSDB e o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), bateram boca ontem durante o depoimento do governador tucano, quando o petista questionou o goiano sobre sua disposição de fornecer voluntariamente à comissão seus sigilos bancário, fiscal e telefônico de 2011.

O pedido do relator pegou de surpresa os tucanos, que até então vinham usando seus discursos na comissão para parabenizar Perillo pelo seu desempenho nas explicações prestadas no depoimento.

 

Comentários

Comentários