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Libertadores: Jogo do ano - Parte 1

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Dois dos principais times da América do Sul na atualidade abrem hoje à noite um confronto histórico na semifinal da Copa Libertadores. Campeões das edições passadas do torneio continental e do Campeonato Brasileiro respectivamente, Santos e Corinthians vão a campo às 21h50, na Vila Belmiro, para um duelo inédito por vaga na decisão da competição.

Consciente da importância de construir um bom resultado em seus domínios, o técnico Muricy Ramalho sabe que os santistas terão de realizar uma grande atuação para superarem os corintianos, garantindo tranquilidade maior para partida de volta, quarta-feira que vem, no Pacaembu.

“É bom atuar na nossa casa, pois a Vila é um campo que nós conhecemos muito bem e onde temos um grande apoio da torcida. Até porque, do outro lado vai estar o Corinthians, que é um timaço, para mim o mais equilibrado do País. Vamos ter que jogar muito bem para ganhar”, disse o treinador, que espera o aval do departamento médico para escalar o meia Paulo Henrique Ganso.

O jogador será submetido a um teste físico ainda hoje para saber se reúne condições de jogo. Ganso, que passou por uma artroscopia no joelho direito no último dia 25, será avaliado pelo médico ortopedista José Ricardo Pécora, responsável pela sua cirurgia, em conjunto com os profissionais do Santos. Caso ainda apresente inchaço ou dores, o centroavante Alan Kardec será recuado para o meio-campo, e Borges formará o ataque com Neymar.

Enquanto Ganso ainda não tem sua presença confirmada no clássico, Neymar não só está garantido como é a principal arma do Peixe para esse confronto. De volta de uma série de amistosos da Seleção Brasileira nos Estados Unidos, ele é a esperança para dar um passo importante rumo à segunda decisão consecutiva da Libertadores.

“O Corinthians é uma grande equipe, possui um grande elenco e conta com jogadores fantásticos, que podem decidir uma partida a qualquer momento. Será um ótimo jogo, em que as emoções estarão à flor da pele”, analisou o camisa 11 santista.

O Corinthians, de fato, apresenta sólido desempenho até aqui, tendo, graças à eliminação do Fluminense para o Boca Juniors, a vantagem da melhor campanha – razão pela qual fará o segundo jogo da semifinal como mandante, no Pacaembu. Em paralelo, porém, soma um só ponto em quatro rodadas no Brasileiro e já ocupa a lanterna.

“Estar em último não interfere, nossa motivação vai ser a mesma. Temos que concentrar forças nesses jogos”, avalia o meia Danilo.

O camisa 20 é o artilheiro da equipe no torneio ao lado de Jorge Henrique, com três gols, o que expõe a falta de um finalizador em boa fase: Liedson foi relegado à reserva de Elton, que também não agrada Tite. A saída do treinador tem sido revezar Danilo e Alex e o segundo atacante Emerson na função de homem de frente. Solução que ainda desperta dúvidas.

O que não se discute é o poderio defensivo corintiano, em especial na Libertadores, já que no Brasileiro a escalação não tem se repetido. A retaguarda alvinegra foi vazada apenas duas vezes em dez partidas (por Deportivo Táchira-VEN e Nacional-PAR), ainda na fase de grupos, quando Julio Cesar ainda era o goleiro titular – o camisa 1 deu lugar a Cássio depois da eliminação no Campeonato Paulista.

“Independentemente disso, temos que estar bem é para este jogo. Um jogo como esse pode decidir a vaga já”, falou Danilo, atento ao diferencial Neymar do outro lado. “Ele não pode pegar a bola sozinho, porque vai desequilibrar. Tem que diminuir os espaços dele”.

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