Polícia

Homem morre após ter alta do PS e família acusa negligência

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Neide Carlos

Vanessa Conrado, viúva de Mauro, era só tristeza com a morte do marido

Eram 2h da manhã desta quarta-feira, quando Mauro Rogério Conrado, 35 anos, saiu de sua casa, localizada no Parque Primavera, para trabalhar como fazia todos os dias. Dez horas depois de se despedir da sua esposa, porém, ele teve um infarto que tirou sua vida. O fato não trouxe só tristeza aos familiares da vítima, mas sim revolta. O problema é que, pouco antes de morrer, ele foi atendido no Pronto-Socorro Central (PSC) e liberado.

Pai de dois filhos – com idades de 3 e 6 anos -, Mauro Conrado trabalhava como entregador no Jornal da Cidade. Durante o serviço na madrugada, sentiu-se mal e foi levado ao PSC. “Era por volta das 5h da manhã, quando me ligaram do hospital dizendo para eu ir até lá para acalmá-lo”, conta Vanessa Barbosa Conrado, 32 anos, que era casada há 9 anos com a vítima.

Ainda bastante abalada, ela relata que chegou ao PSC logo no começo da manhã e encontrou o marido. “Ele disse que tinham feito vários exames e nada tinha sido encontrado. Mas, ele não parava de se queixar de dor. Dizia que o peito doía muito. Segundo ele, era como se estivesse queimando”.

Por volta das 10h, a família ficou mais tranquila. Mauro Rogério Contado saiu andando do hospital. De acordo com a esposa, ele recebeu alta após passar por um cardiologista. O médico, segundo a família, teria dito que seu problema não era no coração.

Porém, sem o tempo de procurar qualquer outro médico, a dor continuou. A esposa relata que, durante todo o trajeto até sua casa, localizada na quadra 1 da rua Francisco Gabriel de Andrade, ele continuou reclamando da dor intensa no peito. Em casa, a dor não diminuiu .

“Ele dormiu meia hora e disse que não conseguia mais dormir. Estava muito inquieto. Era por volta das 11h, quando eu entrei no quarto e já o encontrei roxo”, conta. Além da cor assustadora, ele estava com a boca travada e suando bastante. Ambulâncias do PSC e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas. O socorro tentou reanimar Mauro Rogério Conrado por cerca de uma hora, porém, sem sucesso.

Confira a matéria completa na edição de quinta-feira do Jornal da Cidade.

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