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Libertadores: Na raça e na Vila

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Corinthians conseguiu, ontem, um resultado importantíssimo pela semifinal da Copa Libertadores. Na Vila Belmiro, derrotou o Santos por 1 a 0 - gol do atacante Emerson, aos 27 do primeiro tempo - e abriu vantagem na briga por uma vaga na decisão da competição continental, o que será um fato inédito na história do clube.

Na próxima quarta, desta vez no Pacaembu, o Corinthians joga pelo empate para avançar à decisão - contra Boca Juniors, da Argentina, ou Universidad de Chile. Uma vitória do Santos por 1 a 0 levará a decisão para a disputa por pênaltis. Qualquer outra vitória santista, avança o time da Vila.

Em campo, o Corinthians mostrou raça e muita inteligência para jogar. Até a marcação do gol, o time paulistano foi melhor e não deu espaços para o Santos. Com a vantagem, recuou um pouco e preferiu jogar no contra-ataque. Sofreu pressão, principalmente no segundo tempo após a expulsão de Emerson aos 32 minutos, mas teve no goleiro Cássio a figura de destaque com importantes defesas.

 

O jogo

O técnico Tite disse, nos dias que antecederam a partida, que o Corinthians não iria se limitar a defender. Prometeu e cumpriu.

Desde o início, o Corinthians jogou de maneira compacta. Marcou um pouco mais adiantado do que normalmente faz, procurou congestionar o meio de campo e, quando o Santos tinha a bola, fechou-se como de costume. Não criava grandes oportunidades, mas também não permitia ao Santos assustar o goleiro Cássio. No ataque, o Corinthians até que chegava com certa facilidade, mas o último passe antes da finalização era errado. Até que, aos 27 minutos, saiu o gol. Alex tocou no meio para Paulinho, que avançou até a entrada da área e fez o passe para Emerson no bico da área, pela esquerda. O atacante ajeitou a bola e chutou cruzado e alto, no ângulo esquerdo de Rafael.

Com a vantagem, o Corinthians recuou um pouco e deu mais posse de bola para o Santos, que não tinha a rapidez habitual de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Na segunda etapa, Muricy resolveu colocar Borges no lugar de Elano e a pressão santista aumentou. Tanto é que em dez minutos três oportunidades de gol foram criadas, por Borges (duas vezes) e Durval, mas as intervenções de Cássio foram vitais.

Aos 11 minutos, o Corinthians teve a sua chance mais clara para fazer o segundo gol e praticamente “matar” a partida. Emerson recebeu livre e só tinha Durval na sua frente. No entanto, ao invés de chutar ao gol, o corintiano resolveu cair no chão e nada foi marcado.

Emerson, aliás, que foi o pivô de um início de confusão. No início do segundo tempo, o atacante já havia recebido o cartão amarelo e, aos 32 minutos, fez uma falta por trás em Neymar e recebeu o vermelho. A partir daí, com um a menos, o Santos foi para cima e só não empatou graças a Cássio, principalmente em um chute de Juan, de dentro da área, espalmada de forma perfeita para escanteio.

Aos 37 minutos, em um contra-ataque do Corinthians, metade do sistema de iluminação da Vila Belmiro apagou e o jogo ficou paralisado por pouco mais de 15 minutos. Na volta, o time corintiano se fechou, e conseguiu segurar a importante vitória na Vila Belmiro.

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