Internacional

Justiça do Egito dissolve Parlamento antes da eleição para presidente

Reuters
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Cairo - A Suprema Corte do Egito determinou ontem a dissolução do Parlamento liderado pelos islâmicos, tumultuando uma transição delicada para a democracia a apenas dois dias do segundo turno da eleição para escolher o substituto do líder deposto Hosni Mubarak.

Os políticos islâmicos censuraram o que chamaram de “golpe” do establishment liderado pelo Exército, ainda repleto de oficiais da era Mubarak. Eles afirmaram que o movimento das ruas que deu início à insurreição popular do ano passado não deixará isso barato.

Do lado de fora da corte constitucional, manifestantes cantavam “Abaixo, abaixo o governo militar” e jogaram pedras nos soldados que faziam um cordão de segurança. Centenas de soldados e rolos de arame farpado protegiam a sede do tribunal, à beira do rio Nilo. O alvo dos manifestantes são os “feloul”, como são conhecidos os remanescentes do antigo regime.


A eleição parlamentar deste ano colocou os islâmicos, que durante muito tempo foram reprimidos sob o regime Mubarak, em uma posição de comando no Poder Legislativo - um feito que a Irmandade Muçulmana espera repetir com o seu candidato na eleição presidencial de sábado e domingo. Esses ganhos parlamentares agora serão colocados de novo em disputa em uma nova eleição.

 

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