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Mudanças climáticas mataram 1,3 milhão em 20 anos, diz ONU

Folhapress
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Rio - O Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (Unisdr) criticou a falta de ação dos Estados-membros da ONU para prevenir tragédias causadas pelas mudanças climáticas, que afetaram 4,4 bilhões de pessoas - mais da metade da população mundial - nos últimos 20 anos.

Segundo o levantamento do organismo, desde 1992, desastres naturais como enchentes, furacões, secas e terremotos deixaram um saldo de 1,3 milhão de mortos e um prejuízo de cerca de US$ 2 trilhões em todo o mundo.

Para a representante especial da ONU para o tema, Margareta Wahlström, no entanto, um maior comprometimento dos governos poderia ter evitado resultados tão catastróficos. “Os números falam por si só. E são surpreendentes se você considerar o que isso significa em termos de oportunidades perdidas, vidas destroçadas, casas perdidas, escolas e unidades de saúde destruídas, perdas culturais”, disse Wahlström.

A crítica foi feita anteontem, no dia da abertura da Rio+20. O Unisdr defende que a conferência “introduza metas realísticas de desenvolvimento sustentável”, que considerem a redução de riscos de desastres ambientais.

Ontem, diante de uma plateia de empresários em evento na Rio+20, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que é preciso estar atento para não transformar objetivos futuros (de desenvolvimento sustentável) em barreiras comerciais.

A afirmação veio em resposta à preocupação externada pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, de que seja criado um “protecionismo verde”. Ele destacou que a agenda na Rio+20 é de objetivos que congreguem, somem e, sobretudo, deem atenção às necessidades dos países menos desenvolvidos.

 

Ministro compensa poluente

Rio - O chanceler Antonio Patriota foi o primeiro a passar um cartão para compensar as emissões de gases do efeito estufa durante seu deslocamento aéreo para a Rio+20. O valor: R$ 10,00, pela viagem de Brasília ao Rio.

Com a ação, em frente às câmeras - mas sem falar com a imprensa -, Patriota lançou a ferramenta desenvolvida em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para doações voluntárias aos créditos de carbono.

Qualquer participante da Rio+20 poderá fazer o mesmo. É só procurar os funcionários destacados para circular com tablets - equipados com a ferramenta de cálculo online - e as máquinas de débito pelo Riocentro, Arena da Barra e Parque dos Atletas.

O cálculo é de R$ 10,00 por tonelada de gás carbônico equivalente. Voos nacionais até o Rio não deverão passar desse cálculo, mas quem veio de outros países poderá doar até R$ 70,00 para ficar com a consciência mais tranquila.

O valor pode ser pago no crédito ou débito, em máquinas idênticas às encontradas em lojas, e será destinado às chamadas Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) provenientes de projetos brasileiros do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), estabelecido pelo Protocolo de Kyoto.

 

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