? Debandada
A informação veiculada ontem pelo Jornal da Cidade, na editoria de política, de que partidos enfrentam debandada de militantes que até poucas semanas estavam "empolgados" com candidaturas à vereança, irritou alguns dirigentes partidários, já muito sensíveis com o processo político, à essa altura do "campoeonato".
? Cesta eleitoral
Com a revelação de que a lista de candidaturas não é o que se esperava, teve dirigente que perdeu o argumento do mascate e a "mala" de viagem para a negociação política ficou vazia, sem argumentos suficientes. Agora, tem partido nanico pensando que é "gigante", exigindo poucas e boas para "apoiar candidaturas".
? Mais assédio
O assédio maior é quanto ao suposto favoritismo de Rodrigo Agostinho. O PMDB sofre o ônus de ter o atual mandatário como candidato à reeleição. O próprio governo municipal criou "diretrizes" ruins para os acordos políticos visando a eleição, na medida em que ampliou o loteamento de cargos, sobretudo de assessorias, em várias pastas, apenas para acomodar "lideranças" de alguns partidos.
? Preço da eleição
Aí tem gente estrábica politicamente que ainda faz conta do custo de uma eleição apenas pelo prisma do que se vê nas ruas ao longo do pleito, como a estrutura física de campanha. Na ponta do lápis, o processo político-eleitoral é uma fortuna no País. E por aqui não é diferente. A situação é ainda pior para quem detém cargo e concorre à reeleição.
? Dinheiro nosso
Fica fácil arregimentar apoios com o dinheiro do contribuinte, abonando nomeações em funções de comissão. E como a legislação eleitoral veda essa prática muito próxima ao pleito, o prefeito Rodrigo Agostinho não titubeou e mandou ver na caneta das nomeações de integrantes de vários partidos, de diferentes "matizes".
? As diretrizes
Por falar na expressão diretriz, lembrada acima em outro contexto, ganha força no meio político a necessidade de rever a forma e a regulação do sistema atual de fixação de diretrizes para aprovação de empreendimentos com contrapartidas no município. Os critérios não são de domínio público e questões que interferem em custos (para o bem e para o mal) são definidas por poucos.
? A regulação
O "coração" dessas negociações passa diretamente pelas áreas de planejamento (Seplan) e Departamento de Água e Esgoto (DAE). Obras realizadas há pouco tempo na cidade tiveram "diretrizes" fixadas a quatro paredes, como tantas. Basta vasculhar para ver que gastos elevados com abastecimento de água, por exemplo, foram "trocados" por uma sangria em uma adutora, por exemplo...
? Uma continha
Se alguém fizer uma continha de quanto custa a construção de um reservatório ou a perfuração de um poço profundo próprio, por exemplo, em um empreendimento residencial, e comparar a "alternativa" com a instalação de um tubo acoplado em uma adutora principal, vai se assustar com as diferenças de cifras envolvidas. E ainda tem gente dizendo que o jornalismo de apuração, de crítica, é de versão privatizante. Privatizam o dinheiro público há anos em Bauru!