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Justiça Federal manda soltar estudantes da Unifesp presos

Folhapress
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São Paulo - Os estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que foram presos na noite de anteontem após entrarem em conflito com a PM durante protestos na universidade deveriam ser soltos ainda na noite de ontem.

De acordo com o Pedro Ivo Iokoi, advogado dos estudantes, um juiz da 1.ª Vara Federal já havia expedido o alvará de soltura e um oficial de justiça deveria buscar o documento para que os manifestantes fossem soltos ainda ontem. Até o fechamento desta edição, eles seguiam presos.

A Polícia Federal prendeu ontem 22 estudantes da Unifesp, após protesto e tumulto com policiais militares no campus Guarulhos (Grande SP) na noite anterior.

A PF indiciou os alunos sob a acusação de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público e constrangimento ilegal - as penas previstas somam oito anos.

Inicialmente, a PF informou que eles ficariam presos na carceragem da órgão em São Paulo. Mas, à noite, a Justiça lhes concedeu liberdade, por entender que eles não trazem risco à sociedade.

Estudantes disseram que foram agredidos no campus sem motivo, com balas de borracha e bombas, pela Polícia Militar, chamada por funcionários da Unifesp. E que há exagero no enquadramento dos supostos crimes.

Os alunos estão em greve reivindicando melhores condições na unidade, que usa prédios emprestados da Prefeitura de Guarulhos. No campus, no último dia 6, a polícia retirou pacificamente um grupo que havia invadido a unidade e que não ofereceu resistência. Dos presos ontem, 14 haviam participado da invasão anterior e detidos, disse a PF.

As universidades federais têm sido um dos problemas para o governo Dilma na educação - há greve de professores do setor há um mês.

A PM disse que, ontem à noite, foi chamada por professores “encurralados” pelos manifestantes. Segundo a polícia e a Unifesp, o grupo quebrava vidros, computadores e ameaçava nova invasão.

 

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