Internacional

Egípcios esperam com ansiedade resultado da eleição presidencial


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Cairo - Os egípcios esperam com ansiedade os resultados de sua primeira eleição presidencial livre, finalizada ontem após dois dias de votação, e que deve ser o ponto culminante da revolução da Primavera Árabe, mas que muitos temem se transformará agora em um período de incertezas econômicas e políticas.

Depois do fechamento das seções eleitorais às 22h (horário local), assessores dos dois participantes do segundo turno começaram a dizer seu candidato foi o vencedor. Estão na disputada Ahmed Shafik, ex-general e último primeiro-ministro do governo do deposto presidente Hosni Mubarak, e Mohamed Morsy, um islamista do grupo Irmandade Muçulmana, reprimido por muitas décadas.

A contagem está em andamento, mas num país não acostumado a eleições livres, não é possível prever em quanto tempo alguma indicação de resultado será divulgada. Depois do primeiro turno, no mês passado, no qual vários candidatos foram eliminados, o processo levou várias horas.

Hoje, os generais que governam o país dirão ao novo presidente, Morsy ou Shafik, quais poderes ele terá. Militares e fontes da Justiça disseram à Reuters que o Conselho Militar retomará por ora os poderes legislativos concedidos ao novo Parlamento, dominado por islamistas e dissolvido na semana passada por uma decisão judicial que anulou a eleição parlamentar.

O comparecimento dos eleitores nas urnas, de apenas 46% no primeiro turno, parece não ter sido maior nesta segunda e decisiva etapa da votação. Boa parte dos 50 milhões de egípcios aptos a votar ficou desanimada por ter de fazer uma escolha desagradável enter um homem visto como herdeiro do regime de Mubarak e o indicado por um partido religioso disposto a reverter tradições sociais liberais. Alguns anularam o voto, em protesto.

“Vou rejeitar tanto Morsy como Shafik porque nenhum deles merece ser presidente”, disse Saleh Ashour, de 40 anos, um lojista de classe média do bairro de Dokki, no Cairo, quando se dirigia para a seção eleitoral.

Shafik, 70 anos, diz que aprendeu as lições da revolução desencadeada 16 meses atrás e prometeu segurança e prosperidade.

Na quinta-feira, o Conselho dissolveu o Parlamento - medida que seus opositores qualificaram como “golpe”.

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