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Microsoft vai se tornar neutra em emissões de carbono em 1 de julho


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Rio - A Microsoft se torna neutra em emissões de carbono no próximo dia 1 de julho usando sua expertise, tecnologia da informação, para criar os projetos que compensam as emissões vindas das viagens de seus executivos, da operação de seus prédios e da execução de seus programas.

“Nosso objetivo é usar a tecnologia para criar as mais diferentes soluções”, diz o chefe de sustentabilidade da empresa, Rob Bernard, que participou do fórum de sustentabilidade corporativa da Rio+20.

São projetos, por exemplo, para melhorar a produtividade da agricultura, medir decomposição de solo na Amazônia, reduzir tempo que mulheres gastam no cozimento de alimentos e diminuir o uso de ar-condicionado, entre outros.

Milhares de terminais eletrônicos implantados nas instalações da Microsoft captam em tempo real dados sobre as emissões de cada funcionário e as enviam para um centro que as converte as informações em verba a ser investida em projetos ambientais e sociais.

O fundo coleta cerca de US$ 10 milhões por ano. O valor é muito inferior aos US$ 915 milhões investidos pelo Google em projetos verdes. “Não temos como fazer essa comparação, pois a sustentabilidade está inserida em todos os nossos projetos, não há uma separação”, rebate Bernard.

Bernard diz que a meta da empresa é que os projetos de compensação de carbono também tenham efeito de combater a pobreza. Entre os exemplos de programas em desenvolvimento pela empresa está um sistema tecnológico capaz de unir informações sobre previsão meteorológica, condições do solo e cotação online de culturas no mercado internacional, entre outras. Processadas, as informações ajudarão agricultores a tomar decisões sobre a área e o cultivo em que investirão, aumentando a produtividade e reduzindo perdas.

Em outro projeto, desenvolvido para o prédio do programa de meio ambiente das Nações Unidas (Unep) em Nairobi, foi criado um sistema de resfriamento que dispensa o uso de ar-condicionado para o abrigo de servidores, mesmo em um clima africano.

A empresa desenvolve equipamentos mais resistentes a variações climáticas. Além disso, criou uma construção externa que utiliza a ventilação natural e um sistema de resfriamento por água corrente capaz de manter a temperatura baixa.

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