Sonhar com a casa própria financiada exige compatibilizar renda com juros, valor financiado e prazo de financiamento. As novas condições sinalizam um momento propício para sair do aluguel com as medidas anunciadas pelo governo com prazo de financiamento estendido de 30 para até 35 anos e juros de 9% caindo para até 7,8% ao ano, dependendo do que a pessoa representa para a Caixa como cliente com relacionamento de negócios.
O economista Reinaldo Cafeo define que a pessoa precisa avaliar com clareza e não com a emoção a realidade de seu orçamento. Deve analisar se a prestação mensal é compatível com o valor pago de aluguel e se poderá honrar com o compromisso. “Se as respostas forem positivas, o momento é esse”, garante Cafeo.
Bauru lidera o ranking de financiamentos entre 95 municípios com 25% dos contratos fechados de janeiro até quarta-feira passada. (leia abaixo)
Ele define como excelente a combinação da acomodação do preço de mercado dos imóveis em Bauru com o alongamento e redução de juros do financiamento da casa própria. “É um momento ímpar para a pessoa fazer a aquisição da sua moradia”, frisa.
O economista explica que as modificações que passaram a valer na semana passada são muito atraentes desde que o comprador faça o cálculo da sua situação financeira com os pés no chão. De acordo com Cafeo, outra questão é observar se o mercado passa por um momento de aquecimento de compra de imóvel.
O economista indica que o mercado imobiliário de Bauru vivenciou nos últimos anos um boom imobiliário, acarretando uma forte valorização dos imóveis. Cafeo salienta que, ainda com o crédito abundante, o mercado local vive uma acomodação de preços atualmente, com os compradores não adquirindo o bem a qualquer custo. Há um estoque equilibrado de imóveis para o financiamento imobiliário e os preços não estão exorbitantes.
Como o brasileiro, em sua maioria, não é disciplinado para poupar visando ter recursos para fugir do financiamento, a alternativa é financiar ou pagar aluguel. Conforme Cafeo, o alongamento do prazo para até 35 anos e a redução de juros para pagar o empréstimo fazem com que a comparação valor do aluguel e prestação torne-se interessante para investir. Para o economista, a prestação mensal fica muito próxima do aluguel.
Orçamento
Cafeo orienta para que o interessado em financiar o sonho da casa própria não se empolgue. O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) já define 30% como o limite de comprometimento de renda com a prestação mensal. Para o economista, a pessoa precisa ser realista e avaliar com extrema segurança se seu orçamento mensal comporta o valor da prestação.
Também é importante que a pessoa tenha conhecimento das condições para aproveitar os juros menores oferecidos pela CEF. Daí surge o fantasma do relacionamento com o banco estatal.
Para a CEF, os clientes com relacionamento são aqueles que também adquirem os seguintes produtos: abertura de conta corrente; contratação de cheque especial; contratação e ativação do cartão de crédito (cartão desbloqueado), nas modalidades Crédito ou Múltiplo; transferência do crédito de salário para a CEF (conta salário); e autorização para débito do encargo mensal em conta corrente ou em folha de pagamento. As informações são da assessoria de imprensa da Superintendência Regional de Bauru da Caixa Econômica Federal (CEF).
Bauru é líder entre 95 cidades
Somente Bauru responde, atualmente, por quase 26% dos contratos de financiamento da casa própria, negociações fechadas pela Superintendência Regional de Bauru da Caixa Econômica Federal (CEF) que compreende 95 municípios.
O levantamento da CEF abrange os negócios contabilizados de janeiro até quarta-feira da semana passada (13/6). Dos R$ 946.883.119,25 financiados nas 95 cidades, Bauru contribuiu com R$ 246.127.030,56 (25,9%).
Deste valor, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) em Bauru contribui com R$ 196.284.492,23 em contratos fechados neste ano até quarta-feira da semana passada.
Sem Bolha
As medidas anunciadas também buscam manter o mercado imobiliário com fôlego e a indústria da construção civil no ritmo. O segmento gera muitos empregos absorvendo uma mão de obra não tão qualificada e movimenta a economia de diversas cadeias produtivas.
O risco de uma bolha imobiliária, como ocorreu nos Estados Unidos, é descartado por Cafeo. Nos Estados Unidos a pessoa pode hipotecar seu imóvel várias vezes o que possibilitou um processo especulativo com o produto “imóvel”.
Já no Brasil, o mutuário que não pagar três parcelas corre o risco de perder o imóvel financiado. Cafeo argumenta que o sistema brasileiro tem vários seguros articulados com o imóvel.
O economista ressalta que o mercado imobiliário brasileiro já passou por um período de superaquecimento que não causou bolha especulativa.
“O que existe agora é que a economia brasileira embicou para baixo e a construção civil é uma grande geradora de riqueza”, ressalta.
|
