Há poucos dias foi tema desta tribuna a fila dupla em frente ao Colégio São José, na região central da cidade, e sabemos que é um problema, até porque os país têm realmente de buscar seus filhos na escola, pois não existe transporte público satisfatório, sem falar no problema de segurança, principalmente aos menores.
No entanto, quando se trata da rua Rio Branco, quadras 27 e 28, o problema se agrava, pois lá são dois colégios que, sem planejamento, foram implantados um em frente ao outro e com mesmo horário de entrada e saída e, além disto, ainda existem nas quadras anteriores 5 estabelecimentos bancários, supermercado, centro de escritório, lojas, consultórios. Em área que há poucos anos atrás era estritamente residencial e assim foram vendidos seus lotes até que o ex-vereador Parreira, devidamente acompanhado por seus pares na época (felizmente a maioria hoje sem mandato), teve esta "brilhante" ideia.
Hoje no local a fila não é dupla, mas tripla, o que é ainda agravado pelo fato de ser uma rua onde se desenvolve velocidade alta. Sendo morador da região, sei que os tão "eficientes" marronzinhos neste horário estão almoçando e os PMs há muito abandonaram o trânsito da cidade, só se preocupando em checar se impostos estaduais foram pagos e não mais com a segurança das ruas e dos munícipes.
O mais importante é que os empresários da educação em via de regra não se importam com o problema e o impacto que seus estabelecimentos causam à comunidade. E a prefeitura, que é tão exigente com as vagas de garagem de empreendimentos comerciais e residenciais, não se preocupa se novos e velhos projetos são adequados e nem com seu impacto sobre o trânsito e nossos nobres edis não tomam nenhuma medida para devolver à população a tranqüilidade que seus pares anteriores tiraram com esta esdrúxula legislação.
Márcio M. Carvalho