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Crise com vigilantes da Saúde vai parar na polícia


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Vigilantes da empresa Portal, de Botucatu, registraram boletim de ocorrência nesta quinta-feira para forçar recebimento de salários atrasados. A crise entre os dois lados já gera paralisação de serviço de vigilância prestado em unidades municipais de saúde em Bauru. A Portal reincidiu contrato com a prefeitura, agravando a situação.

Além de trabalharem no Pronto-Socorro Central, os funcionários também atuam nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) da Bela Vista, do Mary Dota e na TV Unesp. “Estamos em uma situação constrangedora a ponto de ter que emprestar dinheiro para trabalhar. É complicado manter o pessoal na ativa assim”, afirma o líder da vigilância da empresa na região, Ivair Henrique.

O salário, de aproximadamente R$ 1.064,00 deveria ter sido pago no último dia 10, data combinada com os funcionários, mas o montante não foi disponibilizado assim como o vale-refeição e vale- transporte, conforme reivindicação dos trabalhadores. De acordo com Ivair, são cerca de 50 vigilantes prejudicados.

Quadro agravado

Segundo a vigilante Patrícia Helena Sosolote, a situação se agravou ainda mais nesta quarta-feira com a informação recebida pelos trabalhadores de que a empresa vai decretar falência. “Além disso, retiraram todos os equipamentos da UPA da Bela Vista, da UPA Mary Dota e OS Central. Entre os equipamentos estão rádios, cintos e tonfa [cassetete]).

A reportagem entrou em contato com a empresa de vigilância por três telefones, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o caso. A prefeitura busca soluções para contornar o problema.

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