Assunção - Até o início da votação que destituiu Fernando Lugo da Presidência do Paraguai, a multidão que se reuniu na Praça da Democracia para apoiar a permanência do presidente aguardou, de forma pacífica, o resultado. Entre os manifestantes e o Congresso, um cordão policial, dois tanques e franco-atiradores postados no telhado do prédio.
O enfrentamento veio após a votação. Manifestantes lançaram pedras contra o Congresso. A polícia revidou com bombas de gás e o avanço de agentes de cavalaria.
Feridos foram carregados por outros civis. O tumulto durou em torno de meia hora e dispersou boa parte da multidão.
Cidade parada
A perspectiva do impeachment mudou a rotina de Assunção, ontem. A cidade parou para acompanhar o processo.
Nas ruas do centro, havia pouco movimento de pessoas e carros. Nas poucas lojas que abriram, os vendedores não desgrudavam os olhos da TV.
Movimento só em direção à praça. No início da tarde, seguiam para lá famílias com crianças, camponeses e jovens enrolados em bandeiras do país. “Não podemos deixar que eles façam o quiserem com nosso país. Estão roubando nosso direito. Votamos em Lugo para que fique até 2013 no poder”, disse a vendedora Marialba Vásquez, 45 anos.