Foi gratificante, para mim, ter participado da Oficina sobre a Voz Falada, na Faculdade de Fonoaudiologia do câmpus da USP de Bauru. Em seis encontros semanais, foram abordados assuntos muito interessantes para a voz de quem ensina, como a dos professores das redes estadual e municipal. Aliás, o curso ministrado por alunos da Fono-USP, sob a orientação e supervisão da prof. dra. Lidia Teles, foi aberto à comunidade em geral. Foram abordados, de forma adequada, assuntos como produção vocal, aquecimento e desaquecimento vocal, anatomia das pregas vocais, uso do diafragma, expressividade, abuso vocal, hidratação correta, mitos e verdades sobre a voz, alimentação adequada. Os exercícios dados foram ótimos e, como sabemos, não há milagres: há a técnica e a prática constante. Que bom seria se todos os que utilizam a voz falada (ou cantada) como instrumento de trabalho, tivessem interesse em conhecer melhor a voz, que é o som mais complexo produzido pelo nosso corpo. Obrigada aos alunos da Fono que desenvolveram o curso.
Obrigada, prof. dra. LidiaTeles, do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru. Obrigada, prof. dra. Eloísa Nelli, fisioterapeuta da HRAC-USP-Bauru. Vocês foram excelentes! O escritor argentino Júlio Cortazer diz em seu "Livro de Manuel": "Uma ponte não é uma ponte . Uma ponte é um homem atravessando uma ponte". E, a propósito dessa afirmação de Cortazer, o grande barítono e professor de técnica vocal Eladio Pérez-González acrescenta: "A árvore está na floresta, a madeira está na árvore, a ponte está na madeira... a voz mora na laringe, a palavra mora na voz, o amor mora na palavra que o homem leva na boca, atravessando a ponte".
Sonia Berriel - regente de Corais