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Ex-titular da Sebes, Egli Muniz morre aos 66 anos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Egli Muniz atuou durante 46 anos na área de Serviço Social

Há 46 anos atuando na área de Serviço Social, morreu no início da madrugada deste domingo (24), aos 66 anos, a ex-secretária municipal do Bem-Estar Social (Sebes) da gestão Tuga Angerami, Egli Muniz.


Desde os 20 anos, quando optou pela profissão, ela sempre atuou na área. Somente em meados de abril deste ano, por conta de problemas de saúde, se afastou da Instituição Toledo de Ensino (ITE), onde trabalha desde 1969, e da consultoria que dava ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

“Nesses anos todos, a única interrupção foi agora, recentemente. Sempre teve uma participação muito ativa na área de assistência social. Foi extraordinária diretora do curso de serviço social, ótima professora, sempre muito respeitada e admirada por todos os alunos, por todos nós. É uma perda muito sentida”, afirma Antônio Eufrásio de Toledo Filho, coordenador do conselho gestor da ITE.


Sua postura terna, sem deixar de ser crítica e politizada, foi ressaltada por familiares, que destacam o quanto Egli era dedicada ao próximo. Seu trabalho, além de lhe dar muita satisfação, ainda lhe ajudou a criar as três filhas, Cristiane, Maura e Daniele. “Era a mãe, muito especial, um exemplo para todos nós”, conta a caçula Daniele.


As filhas, inclusive, estiveram com ela em Botucatu, onde foi submetida a um procedimento médico, na última sexta-feira à tarde, por conta de aneurismas diagnosticados no final de 2011. Apesar das vertigens, Egli manteve por algum tempo seus compromissos profissionais. Era diretora da Faculdade de Serviço Social desde 1987. Seu repertório lhe ajudou a implementar outra filosofia à área de serviço social em Bauru, no período em que esteve à frente da Sebes.


Ela mesma destacou a necessidade de um trabalho com metodologia, monitoramento, resultados preestabelecidos, prestação de contas e avaliações sistemáticas numa das tantas entrevistas concedidas ao JC.  A assistente social desenvolveu sua pesquisa de doutorado em Portugal e Espanha. A experiência resultou num livro e no consequente convite para tornar-se consultora do Ministério de Desenvolvimento Social.


Por meio de nota, o Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/Bauru) ressaltou que sua trajetória de vida foi marcada por dedicação à profissão de Serviço Social, como assistente social e professora. ‘Professora Egli Muniz sempre mostrou-se preocupada com o compromisso que os assistentes sociais devem assumir com a cidadania. Sua luta pelo reconhecimento e sua contribuição com a valorização da profissão permanecerá sempre entre em nós. O CRESS/Bauru, neste momento, se solidariza com os familiares e amigos da ilustre professora”.

A professora foi velada neste domingo na Comunidade Vineyard em Bauru, da qual era membro. Na tarde deste domingo, seu corpo foi sepultado no Cemitério do Ypê. Levará com ela a certeza de que fez tudo o que pode para atingir seu próprio sonho: uma Bauru com menos pobreza.

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