Internacional

Em reunião na OEA, governo do Paraguai ataca a ação brasileira

Folhapress
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Washington - O Paraguai convidou a Organização dos Estados Americanos (OEA) a enviar uma missão de observação ao país após o conturbado impeachment do presidente Fernando Lugo e criticou o Brasil e a Argentina por pedirem que o organismo internacional aguarde uma posição conjunta da Unasul.

A sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA para debater a situação paraguaia transcorreu durante quatro horas e meia, mas foi inconclusiva.

“Esta é a OEA, e a OEA não depende da Unasul nem do Mercosul”, disse o representante paraguaio no organismo em Washington, Hugo Saguier Caballero. “Não tem por que esperar uma decisão que já sabemos qual será.”

As críticas - Saguier disse ainda que em um eventual referendo em seu país, 90% da população votaria pela saída do Mercosul - deram início a uma discussão acalorada.

Honduras, que presidiu a sessão, havia proposto enviar uma missão para averiguar a situação. Ao lado da Costa Rica, o país, que passou por uma transição igualmente conturbada em 2009, foi o único a reconhecer ontem o governo encabeçado por Federico Franco, vice de Lugo antes do impeachment.

O plano foi apoiado, entre outros, por EUA e México, que lamentaram as condições da transição sem reconhecer nem rechaçar o novo governo. Para a representante americana, Carmen Lomellin, “uma decisão apressada não ajudará no processo”.

O Brasil, porém, pediu que a OEA espere até que os 12 países da Unasul apresentem uma posição comum.

Argentina, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia foram veementes em condenar o processo.

O representante da Nicarágua, Denis Ronaldo Moncada Colindres, referiu-se ao  governo do presidente Federico Franco como “golpista, ilegal e ilegítimo”.

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