Regional

Corpo de idosa terá que ser exumado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Pederneiras – A pedido da Polícia Civil, a Justiça de Pederneiras autorizou a exumação do corpo de Maria Martinhão de Matos, que morreu no último dia 20 de março, aos 77 anos, uma semana depois de cair de uma maca (leia mais abaixo). O delegado responsável pelas investigações, Adriano Crês, alega que as circunstâncias da morte da idosa não podem ser esclarecidas em razão da certidão de óbito dela apontar “causa desconhecida”.

A exumação é desenterrar um cadáver. Segundo o delegado, a exumação do corpo, com posterior realização de exame necroscópico pelo Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, poderá definir a causa da morte de Maria e esclarecer se ela ocorreu por razões naturais ou foi motivada por sua queda da maca, transportada na ocasião por funcionários da Santa Casa da cidade.

Além da exumação, que será agendada nos próximos dias, Crês aguarda depoimento de dois enfermeiros e dois médicos do hospital e resultado do laudo da perícia feita pela Polícia Científica no local dos fatos. O documento deverá esclarecer se a janela por onde a idosa foi retirada era apropriada para a operação e a altura em que se deu a queda.

 

Acidente

Maria Martinhão de Matos caiu de uma maca no dia 13 de março, quando era retirada de sua residência por uma janela para tratamento ambulatorial na Santa Casa de Pederneiras. Na ocasião, a família dela procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência (BO) visando à apuração de suposta negligência ou imprudência por parte de funcionários da unidade no transporte da paciente.

Eles alegaram que a idosa não teria sido devidamente amarrada durante o procedimento, o que ocasionou sua queda. No dia 16, ela deu entrada na Santa Casa e, após quatro dias internada, veio a óbito. Em nota, a Santa Casa lamentou o fato e informou que Maria, que tinha dificuldades de locomoção, sempre foi retirada pela janela do quarto de sua residência, no Núcleo Norino Bertolini, devido à estrutura física do cômodo. 

No dia em que ocorreu a queda, além do motorista da ambulância, um funcionário também teria ajudado no transporte. O hospital alegou que, no momento em que a maca foi apoiada na janela, mesmo não sendo solicitada a sua ajuda, o filho da paciente ofereceu-se para auxiliar e, após sentir dor intensa na coluna, soltou a prancha, fazendo com que a paciente caísse no chão de bruços.

“Após a queda, ela foi trazida ao hospital, onde foram realizados todos os exames, inclusive tomografia de crânio, e foi certificado que o fato não deixou nenhuma sequela na paciente. Não houve traumatismo craniano e nem outro tipo de fratura”, declara. Após tratamento das escoriações e de problemas crônicos que a idosa teria, como osteoporose, anemia e fraqueza, entre outros, a Santa Casa conta que ela teve alta.  No dia 16, após nova solicitação, o motorista retornou à casa de Maria, que reclamava de dor e falta de apetite, e a retirou do quarto pela porta convencional, já que ela havia mudado de cômodo. “Após avaliação médica, ela foi internada e direcionados o tratamento e a conduta médica”, explica o hospital, até que a idosa veio a óbito.

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