Regional

Treinamento do TG é questionado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Um morador de Jaú (47 quilômetros de Bauru) procurou o JC para questionar treinamento do Tiro de Guerra (TG) ocorrido na noite da última sexta-feira, dia 22, no jardim Diamante. Ele alega que jovens com roupas camufladas e rostos pintados apontaram armas na direção de sua filha quando ela saía de casa. Além disso, o denunciante critica o local e horário escolhidos para o exercício que, na opinião dele, colocaram em risco a vida dos jovens e populares.

O homem, que pediu para ter a identidade preservada, conta que, no dia dos fatos, a sua filha de 25 anos saiu com o carro de sua residência, na rua Dona Maria Franceschi, por volta das 23h30. “Quando ela tirou o carro da garagem e chegou na calçada, três pessoas apontaram para ela uma arma pesada, uma arma grande”, revela. “Aí ela deitou no carro, não sabia o que estava acontecendo, achou que estava sendo sequestrada”.

Ainda segundo a versão do pai da jovem, com medo, ela teria arrancado em alta velocidade de ré e telefonado para ele, que pediu para um policial, amigo da família, ir até o local checar o que estava ocorrendo. “Eu não fiquei mais preocupado porque ela tinha ido embora e não tinha ninguém em casa”, diz. Ele afirma que os jovens teriam agido da mesma forma com o policial, que estava à paisana, até o momento em que ele se identificou.

Depois de breve conversa, eles teriam explicado que estavam participando, junto com outros grupos de três ou quatro jovens, de treinamento do Tiro de Guerra. O homem conta que, se estivesse em casa, poderia ter reagido de maneira violenta pensando se tratar de uma tentativa de roubo ou sequestro. “Esse sargento que fez isso é um despreparado de botar uma tropa na rua, botando em risco a vida da tropa dele, a vida das pessoas e aquele armamento”, critica.

O major Christian Guimarães, da Seção de Tiros-de-Guerra do Comando da 2ª Região Militar, que responde por 74 unidades em todo o Estado de São Paulo, informou que os atiradores estavam participando do chamado “exercício de adestramento”. O procedimento, de acordo com ele, é padronizado, segue as Leis Complementares 97/99 e 117/2004 e integra o Programa Padrão de Instrução, que visa formar reservistas de 2ª categoria para a defesa territorial.

O major ressalta que dois militares do Exército estavam no comando do treinamento, que foi divulgado previamente entre moradores e seguranças do bairro. Ele afirma que a abordagem de civis não faz parte dos exercícios e que um procedimento administrativo foi instaurado para apurar eventuais falhas dos atiradores que, se comprovadas, podem resultar em punições disciplinares, no sentido educativo.

 

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