A Prefeitura Municipal de Bauru ganhará um reforço especial no setor de serviços de manutenção em julho. Um convênio assinado ontem com o Estado garantiu 150 vagas de trabalho temporário para desempregados em um curso de capacitação que será oferecido pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), por meio do Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego. Durante nove meses os bolsistas prestarão serviços, quatro vezes por semana, como limpeza e conservação dos órgãos públicos. No quinto dia, frequentarão um curso de qualificação profissional.
O convênio entre município e Estado foi assinado durante o Encontro Regional do Trabalho, Empreendedorismo e Inclusão Social, pelo secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz, e o prefeito Rodrigo Agostinho. As ações do Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego, mais conhecido como Frente de Trabalho, acontecem em todo o Interior paulista e têm previsão para início no próximo mês em Bauru. A informação é do articulador do movimento de implantação na cidade, Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Químicos.
As 150 vagas cedidas pelo Estado foram oferecidas para as pessoas cadastradas na Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). Os pretendentes possuem 17 anos ou mais, estão há pelo menos um ano sem emprego e se enquadram na situação de alta vulnerabilidade social, ou seja, ganham de R$ 140,00 até dois salários mínimos por mês.
Apesar da participação não representar vínculo empregatício, os trabalhadores serão contratados temporariamente para prestação de serviços como limpeza, conservação e manutenção de órgãos públicos municipais e estaduais.
“Nosso objetivo é fortalecer as condições municipais do emprego para aumentar a oportunidade de trabalho. Não queremos qualificar por qualificar, queremos que essas pessoas ocupem as vagas e que isso reflita na empregabilidade”, afirma o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz.
Bolsa
Os participantes da Frente de Trabalho receberão uma bolsa-auxílio no valor de R$ 210,00, crédito para a compra de alimentos no valor de R$ 86,00, seguro de acidentes pessoais e auxílio-deslocamento para os casos do trabalhador residir a mais de 2 quilômetros de distância do local onde atuará com serviços como limpeza, construção civil, costura e corte de cabelo. A participação no programa, contudo, não representa vínculo empregatício.
Os bolsistas permanecem no programa oferecido pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador por até nove meses, com jornada de atividades de até seis horas diárias, quatro dias por semana.
Os serviços serão realizados em caráter assistencial e de formação profissional na comunidade e em estabelecimentos públicos, como escolas, entre outros.
Em um quinto dia na semana, os beneficiários frequentarão um curso de qualificação profissional em entidades e empresas conveniadas com o programa, como o Poupatempo, Senac, Senai, Sest/Senat, e Centro Paula Souza, que também receberam a visita do secretário de Estado ontem.
Após os nove meses de trabalho e qualificação, os trabalhadores serão encaminhados pelo PAT às vagas de trabalho existentes nas empresas da cidade.
“Muitos empregadores procuraram o PAT para indicação das vagas. A intenção é providenciar essa inserção da pessoa qualificada no mercado”, afirma Bicalho.
Emissão de carteiras de trabalho, indicação de vagas e cursos de qualificação são algumas das atribuições do Posto de Atendimento ao Trabalhador, que fica na Joaquim da Silva Martha, 11-39. O telefone para contato é (14) 3234-9923.
Rodrigo Agostinho destaca oportunidade de ‘giro econômico e social’ através da parceria
Embora as áreas de conhecimento dos cursos ainda não estejam definidas pelo município e a quantidade seja inferior à demanda de desempregados, o prefeito ressalta os ganhos da cidade com a ação.
“Essa é uma oportunidade de giro econômico e social. Muitas empresas se instalam aqui e acabam recorrendo para a mão de obra de fora; temos que mudar isso. A grande missão da área social da prefeitura é justamente criar uma rede socioassistencial capaz de cobrir os ‘buracos’ da cidade”, frisa o chefe do Executivo, enfatizando os mais de R$ 100 milhões gastos por ano com a área de assistencialismo atualmente em Bauru. Para o presidente do Sindicato dos Químicos, Edson Bicalho, além da qualificação o programa também se mostra como uma oportunidade de solução para a mão de obra dos serviços de manutenção dos municípios.
“A prefeitura irá avaliar e nos dizer qual é a demanda por secretaria e a prioridade dos serviços. Por exemplo, se precisarem de 30 pedreiros, iremos formar essas pessoas, mas é o município quem vai realocá-los”, ressalta.
Aproveitando a visita à cidade, o secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz, reinaugurou o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), que recebeu nova pintura, junto ao prefeito Rodrigo Agostinho, a titular da Sebes, Darlene Tendolo, Edson Bicalho, o diretor regional do PAT, Alexandre Bertoni, e o presidente da Comissão Municipal de Emprego, Ademir Redondo. A mão de obra do serviço foi custeada pelo Sindicato dos Químicos de Bauru e Região. Além das 150 vagas, a Secretaria de Estado também adiantou que auxiliará o município com melhorias nas instalações físicas do PAT.
“Estamos fechando com a prefeitura alguém para fazer a limpeza e manutenção do prédio. E iremos providenciar a mobília e equipamentos de informática para melhoria no atendimento”, adianta Ortiz.